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Carnaval 2026 – Sinopse da Alegria do Vilar

REGIDO E GUIADO PELAS LÂMINAS, DO REI DA JUSTIÇA

CARNAVAL 2026

Presidente: Júnior Reis

Vice-Presidente: Kelvin Albuquerque

Presidente da Ala dos Compositores: Rogério Máximo

APRESENTAÇÃO:

O G.R.E.S. Alegria do Vilar, apresenta para o Carnaval 2026, a representação de uma ferramenta tão importante para o Orixá e filhos regidos e guiados de Xangô, que é o Oxé, representado por um machado de duas lâminas simbolizando a imparcialidade e a Justiça.

JUSTIFICATIVA:

O Oxé de Xangô será a ferramenta que guiará esse enredo, pelo ao afeto, amor e gratidão dos filhos de Xangô, orixá conhecido por ser justo, forte, cumpridor da lei e que também é severo nas cobranças aos injustos.

É uma ferramenta, mas também uma arma sim, que simboliza as duas faces de todos os fatos que se concretizam no mundo. A dualidade da vida e da morte; da verdade e da mentira, do bem do mal; da ação e da inércia; do justo e do injusto.

Tem o trovão como seu símbolo, lembrando o poder e a autoridade do orixá que atua na justiça e lei divina, e também o cágado, símbolo de longevidade e sabedoria, e o leão, símbolo de nobreza força e coragem.

SINOPSE:

Que Exu abra todos os caminhos para contarmos a história da ferramenta de duas lâminas, inúmeros poderes e um significado imenso para os filhos de Xangô, regidos, guiados e protegido pelas Lâminas do Rei da Justiça.

Xangô nosso rei e guerreiro que governava o reino de Oyó, vestia-se de vermelho, a cor do fogo, que simboliza a realeza, e lutava com um machado de duas lâminas, chamado Oxé. Seu reino de Oyó possuía fartura de água e de alimentos e todos viviam muito alegres, com danças e festas.

O trovão é seu símbolo, lembrando seu poder e autoridade que atua na justiça e lei divina, também o cágado, um símbolo de longevidade e sabedoria, e o leão, símbolo de nobreza, força e coragem. Nas Pedras, foi denominado São Jerônimo, o orixá que enganou a morte, santo católico que escreveu na pedra suas leis e julgamentos e amansou o leão. Na cachoeira é São João Batista, pois lavava sua cabeça na água doce para se purificar.

Xangô, o rei de Oyó, o senhor do fogo oculto. Era muito másculo, viril, esnobe e justiceiro. Gostava do poder e é do poder que ele fazia nascer e morrer. Usava dois oxês, machados com lâminas duplas como seu símbolo principal. Uma ferramenta, mas também uma arma sim, que simboliza as duas faces de todos os fatos que se concretizam no mundo. A dualidade da vida e da morte; da verdade e da mentira, do bem do mal; da ação e da inércia; do justo e do injusto.

Entretanto, a maior característica do oxê de Xangô é de simbolizar a justiça e a misericórdia, não atuar apenas a favor de uma pessoa, mas de todos; precisamente a partir do fato de representar dois opostos. Qual delas cada um de nós escolherá para viver, já que a justiça se divide, a misericórdia não. Por isto, apenas pela nossa decisão, o livre arbítrio é respeitado, e nos seus oxês com dupla lâmina, não é apenas uma arma que luta pelo seu povo, mas também um aviso, um alerta claro que em tudo que há sobre a terra, há múltiplas realidades e apenas dois caminhos a escolher. Qual você irá escolher?

Quem de nós pode aguentar todo o peso de nossos atos e suas consequências cobrados de nós? Quando pedimos justiça a Xangô, não podemos colocá-lo ao nosso lado em sua decisão, Ele nos dará exatamente o que merecemos ou o que fizemos merecer por nossos atos. Temos por preferência rogar à grande força do Discernimento de Xangô. Essa seria a capacidade de enxergar o que deve ser feito ou qual caminho seguir, sabendo os prós e contras de qualquer ação. Assim como seu oxê, Xangô carrega o conhecimento dos dois lados, das duas lâminas, igualmente afiadas, mas se coloca no centro, em perfeito equilíbrio, observador objetivo da dinâmica cósmica.

Oxê, em ioruba: osè, é uma palavra de origem africana que significa machado de dois gumes, de duas lâminas iguais, porém voltadas para lados opostos, demonstram a qualidade de divisão entre os opostos, a própria formação da dualidade tão característica de nosso mundo e o perfeito equilíbrio dinâmico entre esses opostos.

Oxê, ferramenta de propriedade de Xangô. Que trabalha ou funciona com o seu machado, posicionando seu papel de mito-herói, revelando sua justiça e a sabedoria em dominar o fogo, entre outros títulos que comporta seu caráter impetuoso, temperamental e fogoso, que marca para todos a imagem do rei mítico, aquele casado com Oxum, Oyá e Obá. O conhecimento imediato de Xangô ou das coisas de Xangô, tem no Oxê importante referência, determinando o domínio e a ação. O Oxê também é marca geral do afro-brasileiro e a madeira é material de cunho tradicional da imagem do Oxê, como de outros objetos importantes como o pilão e a gamela.

Nas tradicionais Fogueiras de Xangô, festas nos períodos juninos, quando vestimos o Banté, uma saia de tiras nas cores vermelha e branca, quando oferecemos uma Amalá para Xangô, oferenda com quiabo servido em gamela de madeira, quando servimos sua bebida, a cerveja preta, geralmente pedindo justiça e não misericórdia e quando precisarmos do Oxê de Xangô, não peçamos JUSTIÇA e sim, MISERICÓRDIA.

Que Xangô, a partir dessa exaltação, com sua sabedoria, prudência, discernimento e generosidade, nos honre com seu axé e nos dê misericórdia com seu Oxê, projetando o G.R.E.S. Alegria do Vilar para um futuro justo.

Xangô hoje, se vestiu de azul, vermelho e ouro, para com suas bênçãos, guiar e proteger o G.R.E.S. Alegria do Vilar. Axé. Kaô Kabicilê, Xangô!

TEXTO E PESQUISA: JÚNIOR REIS

REVISÃO E ARTE: DANIEL THOMPSON

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