A Acadêmicos do Jardim Bangu, 8ª escola a desfilar pela Série E, divulgou o Enredo e a Sinopse para o Carnaval 2018: “Os mistérios das águas doces. Cantos e Contos”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Fábio Carneiro.

Tendo em vista toda dificuldade financeira que os compositores vêm passando, a direção da Acadêmicos do Jardim Bangu proporcionará uma disputa com baixo custo e curta duração. Os compositores interessados em participar do concurso de samba-enredo poderão entregar suas obras via áudio do Whatsapp. O áudio deverá conter voz e cavaco. A letra deverá ter apenas os nomes dos autores e o samba cantado no áudio.

A confirmação da inscrição será efetuada em dois atos: entrega da obra até 00:00 do dia 10 de agosto (quinta-feira) e pagamento da taxa de R$ 30,00 por compositor, no dia da apresentação do samba, dia 11 do mesmo mês (sexta-feira), às 22 horas.

A segunda apresentação será no dia 18 de agosto, às 22 horas e, a grande final, no dia 27 do mesmo mês, na tradicional feijoada da escola, a partir das 15 horas, no Clube Acquamundi, na Rua Roque Barbosa, 16, Bangu. Os cortes de sambas ficarão a critério da direção da escola, sendo em quantidade ou data.

A avaliação das obras será em cima de letra e melodia. Ficará a critério das parcerias seus torcedores e adereços em quadra.

Os sambas deverão ser enviados para os números (21) 99128-9607 Renan ou (21) 99665-8974 Richard.

Sinopse Acadêmicos do Jardim Bangu

Carnaval 2018

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Enredo: Os mistérios das águas doces. Cantos e Contos.

Abertura

Nas águas encontramos segredos da criação do mundo. Generosa,  encharca a terra, fecunda o solo despertando a vida. Energia criadora, anunciando a riqueza de nosso bem precioso. E com a fonte da vida, a Acadêmicos do Jardim Bangu abençoa a todos que respeitam seus mistérios.

Que outras histórias?

Seres que seduzem por sua beleza, impõem respeito por sua força ou encantamento. A Bela sereia… Oh bela Iara!!!Quão belo és seu canto, até faz o pescador chorar, quem escuta a mãe d’água cantar o vai com ela pro fundo das águas, de onde jamais voltaram.

Refletem o ouro das nascentes, que brilham no culto a Oxum, orixá das águas doce, da riqueza, da prosperidade e da beleza.

O Mito da Cobra Grande, “Mãe do mundo”, presente em várias culturas. Ser sobrenatural que pode se transformar em embarcações ou outros seres. Entretanto… Existem seres que não estão presentes no sobrenatural, os Aguapés, delicadas plantas aquáticas que podem se reproduzir em águas poluídas matando assim os peixes e se transformando em pragas.

O Sustento do dia-a-dia, a pesca de sonhos, a criação de histórias através de artesanatos locais, a energia da vida, o corre-corre da vida daqueles que sobrevivem das produções geradas pela água, no murmúrio e cânticos das lavadeiras, embalam o passar e assombramento das embarcações em seu horizonte, refletem produtos e sonhos que encantam nossos ouvidos, pintam de novas cores o contorno e avançam em outros encantos.

Nessas águas tão cristalinas e azuis encontram-se muitas culturas, histórias e credos, lendas e mistérios, arrastam o povo em cânticos, a mesma água  que pode  tirar a vida é fonte de purificação dentro da religiosidade; Oh fé…. Minha fé! Capaz de mover montanhas e a purificação eterna.

Águas que purificam o corpo, afogam tristezas e renovam forças a cada alvorada, em linhas e formas sinuosas, sobre terras e não se deixando vencer por obstáculos, encontra seu destino… Sem volta. Segue seu caminho, inspirando canções e poemas, ligação entre o corpo e espírito.

A vida é como as águas  que correm em direção a seu destino.

Fábio Carneiro