Parabéns Unidos do Cabral pelos seus 63 anos de Carnaval!

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GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA UNIDOS DO CABRAL

A Escola de Samba do Bairro!

Fundada em 22/02/1953, seu nome é uma referência à rua onde está sediada, a Rua Álvares Cabral, no bairro do Cachambi, tendo como símbolos uma caravela e um sol.

A Unidos do Cabral não começou como a maioria das escolas de samba. Nasceu como time de futebol, a Associação Atlética Unidos do Cabral.

São seus fundadores: Firminho, Babalu e Zé Guarda

Passou a ser um bloco de sujos nas cores do time (preto e branco) em 1961 e fez muito sucesso. Os ensaios nas Ruas do Cachambi começavam com meia dúzia de foliões, mas por onde desfilava ia arrastando o povão.

Em 1962, mudou as cores para vermelho e branco e filiou-se a Federação dos Blocos Carnavalescos do Estado do Rio de Janeiro (FBCERJ), apresentando-se oficialmente na Praça Onze, com o enredo “Bahia” em 1963, sob a presidência de Hélio Soares “Helinho”.

Aos poucos, o Cabral foi crescendo. O primeiro título, em 1967, veio com “Exaltação a Imprensa” e o bicampeonato no ano seguinte com “Paulistas e Emboabas”, durante a gestão de José Rodrigues de Barros “Pernambuco”.

Em 1969, continuava a saga de lutas e conquistas, sendo premiada com o “Curumim de Ouro”, um dos mais valiosos prêmios no mundo do samba oferecido pela extinta TV Tupi RJ. Acadêmicos do Salgueiro, Bafo da Onça e Unidos do Cabral foram consideradas as três melhores agremiações de samba do ano.

Em 1971, com o presidente Jorge Cyriello, o Cabral passa a contar com uma quadra própria e coberta. Pensando na comunidade fora construída a creche “Xodozinho do Cabral”. Cyriello conquistou por meio de votação dos presidentes dos Blocos Carnavalescos do Rio de Janeiro, o título de Melhor Presidente, Relações Públicas e Comunicador do Samba. Por suas mãos dezenas de artistas passavam a prestigiar ainda mais o Unidos do Cabral. Vários concursos de renome também surgiram: Mulata de Ouro (o mais tradicional com 28 anos de existência), Mulata Maravilha, Garota Sambiquini (realizado juntamente com a RIOTUR, nos famosos e saudosos Banhos de Mar a Fantasia), Noite das Bonecas (19 anos de sucesso), entre outros.

O Unidos do Cabral em 1976 apresentou um de seus maiores desfiles. Mais de 2.000 pessoas fizeram parte do enredo “Bahia Branca de Menininha”. Sucesso também graças ao samba de J. Barroso, gravado em LP, executado diariamente nas rádios, inclusive na Bahia, e escolhido no programa de TV de João Roberto Kelly (líder de audiência na época) como o Melhor Samba-Enredo de todos os tempos na categoria dos Blocos de Enredo.

Em 1981, homenageando o mestre Nelson Cavaquinho com “Se alguém quiser fazer por mim que faça agora” e embalado pela composição de Frank e Baiano do Cabral (considerado por muitos como um dos melhores sambas de todos os tempos) o Cabral começava a se aperfeiçoar cada vez mais para em 1989 com “Festa da Xuxa” fazer um grande desfile… A Imprensa, coirmãs e o povo davam como certa a vitória, porém, acabou conquistando o 3º lugar.

Nos anos seguintes destaque para os enredos: “A fantástica Elba Ramalho” e “Jorge Benjor o batuqueiro da alegria”. Em 1991, terminava o ciclo como Bloco de Enredo devido às incansáveis lutas e algumas decepções.

Em 1995, desfilou como Bloco de Empolgação também filiado à FBCERJ.

Em 1997, após várias reuniões, resolveu-se transformar o então bloco carnavalesco em escola de samba, com a denominação Associação Atlética Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Cabral, filiando-se à Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro (AESCRJ), sendo a única agremiação carnavalesca, esportiva, recreativa e social do bairro do Cachambi.

Em 1998 se apresenta, finalmente, como escola de samba, apresentando o enredo “A visita do Samba a pérola do oriente: Hong Kong”. A linda comissão de frente fantasiada de Damas Orientais arrancou aplausos dos presentes no desfile do grupo de Avaliação. Foi um desfile de beleza plástica contagiante onde cada componente deu o melhor de si. Foi aprovada na avaliação da AESCRJ e passou a disputar o Grupo E.

Em 1999, o enredo “Diana, a princesa que encantou o mundo” criou certa polêmica, pois, muitos achavam que a escola não seria capaz de montar o desfile, e, apesar de todas as dificuldades e imprevistos de última hora, a agremiação conseguiu apresentar-se e surpreender obtendo excelente classificação e ascendendo ao Grupo D.

O samba é minha lei / A bandeira é meu altar / Sou Unidos do Cabral / E faço o povo delirar

Permaneceu por cinco anos no grupo D até conseguir ascender ao grupo C com o vice-campeonato em 2004, enredo “Tributo a Neguinho da Beija-Flor – 25 Anos de Fé e Raiz”.

Em 2006 conseguiu seu melhor resultado, um quarto lugar no grupo C, homenageando Benedita da Silva no enredo “De Berço Humilde aos Braços do Povo, Benedita da Silva, a História de uma Vida”.

Destaque para o samba de 2007, de temática afro. Ainda no grupo C, a agremiação trouxe o enredo “Thereza Santos, kizomba, consciência e liberdade“, que rendeu um samba forte, tanto em letra quanto em melodia, dos compositores: Magrão, Ricardo, Betinho, J. PE, Pro Kana, J. Eduardo, Luiz Fernando e Davi. O desfile da escola obteve a sétima colocação.

Fonte: Youtube Ricardo Delezcluze e Site: www.obatuque.com

Com o enredo “República de Angola, seu povo, seus costumes e suas tradições” a escola falou do país africano e terminou na 8ª colocação do grupo C em 2008.

Em 2009, a agremiação preparou um enredo falando sobre o combate à dengue, “É o fim da picada, uma questão nacional”: a comissão de frente desfilou com trajes irreverentes, onde os integrantes representavam pessoas de diferentes classes sociais combatendo o mosquito, de diversas formas, inclusive uma integrante segurava uma raquete elétrica. O samba sofreu muitas modificações na letra após a gravação do CD, sendo que a própria melodia ganhou contornos mais marcheados. Uma das duas agremiações da noite a falar de mosquitos em seu carnaval – a outra foi a Unidos de Cosmos. O Cabral acabou sendo uma das rebaixadas para o Grupo Rio de Janeiro 3, ao ficar em 13º lugar.

Em 2010, trouxe uma homenagem aos blocos carnavalescos da cidade do Rio de Janeiro, em especial os blocos de embalo, como o Bola Preta, o Cacique de Ramos, entre outros. A escola não foi bem. Com um desfile repleto de problemas, inclusive sem Ala das Baianas nem alegorias e com fantasias muito ricas em algumas alas, e pobres em outras, acabou sendo rebaixada mais uma vez, sendo a última colocada.

Com enredo “Cabral – 58 anos de praia”, fez um bom desfile em 2011 ficando na 3ª colocação do Grupo E.

Em 2012, desceu novamente dessa vez para o grupo principal dos blocos de enredo, apesar do samba de boa qualidade e das fantasias de fácil entendimento.

Vejo toda cidade feliz / De azul, vermelho e branco / Enfeito o carnaval / Sou amor, sou poesia, sou Cabral

No ano de 2013, a escola contratou o carnavalesco Victor Ângelo, que apesar de jovem, possuía experiência no carnaval virtual e no carnaval de Uruguaiana, para desenvolver o enredo “Devo, Não Nego… Pago Após o Carnaval!“. Era a aposta da escola para um bom desfile, para voltar a brigar como Escola de Samba, mas desceu para o Grupo 2 dos Blocos.

Para 2014, apresentou o enredo Na Terra de Cabral, o que vale é o Real!, sendo rebaixada mais uma vez.

A partir de 2015, Leonardo Cavalcante assume a presidência da escola e está num processo de reestruturação da mesma, trazendo a Unidos do Cabral à desfilar no “novo” Grupo de Avaliação da LIERJ e mantendo seu carnavalesco Leonardo Soares.

Por dois carnavais consecutivos a escola ficou na 7ª posição. Este último perdido nas obrigatoriedades (1 ponto), senão teria sido vice-campeã.

Fontes:

Youtube

https://pt.wikipedia.org/wiki/Unidos_do_Cabral

http://unidosdocabral.no.comunidades.net/historia-do-cabral

http://www.academiadosamba.com.br/passarela/unidosdocabral/index.htm

http://www.galeriadosamba.com.br/escolas/unidos-do-cabral/234/