A Pioneira do Samba entrega sinopse ao compositores. Obras serão apresentadas no dia 10 de Junho.

Os compositores receberam na última quinta-feira, dia 04, a sinopse do enredo de 2018 da Vizinha Faladeira: “O Marquês numa viagem pioneira, vê nascer um rei na Vizinha Faladeira!… Paulo Barros, o DNA do Carnaval”. O tema em homenagem ao carnavalesco Paulo Barros será desenvolvido pelo carnavalesco Jean Rodrigues.

O tira-dúvidas com os compositores está marcado para o próximo dia 22 de Maio, com entrega dos sambas-enredo no dia 06 de Junho, e apresentação das obras na tradicional feijoada do dia 10 do mesmo mês.

O presidente David dos Santos espera contar com grandes sambas para que possa escolher o hino oficial que representará esta justa homenagem ao carnavalesco que revolucionou o Carnaval na Passarela do Povão. “Paulo Barros iniciou a carreira na Vizinha Faladeira. Sua ligação com a escola é muito grande. Iremos apresentar o o enredo na Feijoada do dia 20 de Maio, com a presença do Paulo Barros e da Unidos de Vila Isabel”, destacou.

A escolha do nome Paulo Barros pela diretoria da Pioneira deve-se a estreita ligação e início profissional do carnavalesco com a escola. Em 1993, apenas como figurinista da Vizinha, ele brilhou com o enredo “Um ser criança”, pela Série B. No ano seguinte, já como carnavalesco, despontava com o enredo “Sou Rei – Sou Rainha – Na corte da Vizinha”, conquistando o segundo lugar. Em 1995, por sua vez, com o enredo “O Relicário do samba”, conquistou o sexto lugar pela Série A, e surpreendeu o público com a alegoria Pietá.

A agremiação será a décima a desfilar na Série B da Intendente Magalhães.

Foto: Adriana Vieira

SINOPSE DE ENREDO CARNAVAL 2018 A. R. E. S. VIZINHA FALADEIRA

ENREDO: “O MARQUÊS NUMA VIAGEM PIONEIRA, VÊ NASCER UM REI NA VIZINHA FALADEIRA!… PAULO BARROS O DNA DO CARNAVAL”

Dormia tranquilamente o carnaval carioca após as décadas de 40 e 50, embalados por marchinhas e ranchões ninado pelos acordes de Braguinha e Chiquinha Gonzaga, mas a calma e tranquilidade desse sono longo teria um despertar! Novos ventos trariam novos profissionais ao ramo. Elementos ligados as artes e aos movimentos culturais do pós-guerra, aportariam nos portos da folia.

Nos anos 60 surgiria um dos ícones desse contexto, Fernando Pamplona atravessa a década colecionando títulos, ladeados por não menos famosos Arlindo Rodrigues, Rosa Magalhães, Oswaldo Jardim entre outros…

O nome carnavalesco começa a despontar como profissão e não mais como função dentro das agremiações, um embrião de profissional de carnaval começa a se formar, separando-o de figurinista, artista plástico, diretor de arte e etc…

Agora assumindo a gestão de alegorias e fantasias passa a administrar completamente o desfile, de maneira efetiva o carnavalesco assume a função de principal gestor da parte artística do espetáculo.

O surgimento de liga e associações estruturam os desfiles, trazendo no seu rastro a transmissão de TV e alusivas premiações, lhes conferindo status e prestígio nos meios culturais e sociais.

No início da década de 70, surge um novo momento na folia carioca, incorpora-se ao espetáculo o nome de “Joãozinho Trinta”, aumentando o tamanho das alegorias e arrojando o formato de fantasias, é avassalador, um colecionador de títulos e triunfos. Uma nova visão do carnaval, apronta a marcha que segue sólida até os anos 90.

É um novo ritmo, uma nova concepção, pelo menos durante uma década, João inventa, e recria a nova plástica das escolas de samba, é uma trajetória brilhante e gloriosa.

João encerra seu desfile nesse planeta em um quente dezembro de 2011. Aos mais aguerridos pessimistas coube a função de sepultar, tão somente ele, como também uma era, aos  ortodoxos o próprio carnaval.

Mas nada de sono profundo ou marasmo, os inconformados adeptos do novo, logo estremeceriam as arquibancadas!

A década de 90 trouxe de forma discreta um novo astro, aquele que reformaria e porque não dizer recriaria o espetáculo. Surge na ARES Vizinha Faladeira um carnavalesco que mudaria a história do carnaval. De visão simples e aguçado sentido plástico surge Paulo Barros.

Logo os arroubos de João e os abalos por ele causados foram esquecidos, o mais cético dos conhecedores da festa, se rende ao inusitado formato “Paulo Barros”.

Enxergando a utilização do que era inútil  lixo, em útil luxo, transforma latas em alegorias, canudos em roupas, malandro em Deus e corpos nus em moléculas, utiliza de tudo a sua volta e a nossa também em elementos de carnaval. Absurdamente fantástico ele vê em automóveis Volkswagen, uma inusitada alegoria.

Paulo contraria a inércia, o movimento gravitacional e avança pelo cinema, pela música, pelos heróis dele e de todos nós. E até pelos mais ferrenhos críticos, é consagrado como o responsável pelo substancial aumento do atrativo ao espetáculo.

Paulo traz de volta o sentimento de orgulho e a saudável competição entre agremiações, torcedores e espectadores vão ao sambódromo como vão ao Maracanã, ver a final de um campeonato torcer, aplaudir e vibrar com fantásticos lances plásticos e cenográficos. Ele próprio desencadeia a busca por novas formas e formatos levando as coirmãs, a uma corrida pelo encantamento no espetáculo como uma grande olimpíada de carnaval, onde todas as escolas se esmeram em inovação e aprimoramento de seus desfiles.

O show na sua mais pura síntese incorpora-se ao desfile, está inaugurada e irreversivelmente instalada a era Paulo Barros!

Títulos sequenciados e isoladamente pretendidos o consagram. Espetáculos e apresentações de sua criação são realizados fora do carnaval e em âmbitos inusitados Paulo também se transforma num excelente alvo de mídia e recursos, em definitivo, consagrado e aclamado pelos canais competentes.

Os pessimistas, apostam no fim da era Barros, mas os números os frustram, Paulo  já atravessa mais de uma década à frente de uma mecânica inesgotável. Creio que  ainda veremos muito dele, e de suas ideias, de seus voos sobre o que prevíamos e  o que de forma alguma jamais supomos. Não está no seu script parar, cessar, interromper o espetáculo.

Para os críticos de plantão e os expectadores em igual postura cabe sentar-se e assistir mesmo de forma discreta ou de aberta atitude de fã e admirador, ao espetáculo que seu original trabalho e apurada visão nos oferece a cada ano, a cada vez que assistimos ao começo de desfiles não só no Rio de Janeiro, mas em qualquer lugar desse país, onde haja carnaval!!!

Jean Rodrigues, Carnavalesco

REGULAMENTO INTERNO DA ALA DOS COMPOSITORES

A. R. E. S. VIZINHA FALADEIRA CARNAVAL / 2018

A Ala dos compositores tem por finalidade promover a integração de seus componentes com os demais componentes dos outros seguimentos da Escola visando cada vez mais melhorar o entrosamento e interação de ideias.

Os Compositores integrantes da ala têm por obrigação comparecer às reuniões da ala, evitando ausências que deverão ser justificadas perante o Presidente da ala.

Para concorrer à disputa de Samba Enredo para o Carnaval de 2018; cada parceria terá no mínimo quatro (4)  e. no  máximo, seis (6) integrantes com a possibilidade da inclusão de mais 1 (um) integrante na condição de Participação Especial.

Cada integrante da parceria terá que fazer o pagamento do valor de R$ 50,00 (cinquenta reais) no ato da inscrição do samba concorrente, inclusive aquele que integra a parceria na condição de participação especial.

Os valores referentes às inscrições para o Concurso de Samba-Enredo, em hipótese alguma serão devolvidos às parcerias ou compositores integrantes das mesmas.

Os valores referentes á inscrição do Samba-Enredo não tem qualquer vínculo com os valores que venham a ser cobrados para fantasias do desfile do carnaval de 2018, e tampouco com a Carteira Social de Compositor.

Na Apresentação/ Corte de Samba não será permitido o uso de bolas, bandeiras, papel picado, fogos e adereços.

Só será permitido confecções de camisas para Interpretes, palco e compositores.

O lançamento oficial do enredo será no dia vinte de maio (20/05).

O único tira dúvidas com o carnavalesco acontecerá dia vinte e dois de maio (22/05).

A data de entrega das obras é dia seis(06) de junho.

Após o ato da inscrição, ou seja, entrega de três (3) CD´S e de vinte (20) cópias da letra do samba, não poderá haver qualquer alteração referente à composição e os integrantes da parceria.

A modalidade de escolha do Samba-Enredo fica sob inteira responsabilidade da Diretoria da Escola. Após a escolha do Samba vencedor a Diretoria da Escola poderá efetuar as alterações (Ex: letra, melodia e andamento) que entender necessárias.

São consideradas faltas graves:

Apresentação em estado de embriaguez;

Uso de gestos e palavras ofensivas ao dirigir-se a colega, diretores e demais convidados;

No caso de apresentação no palco os Compositores/ Intérpretes/ Músicos deverão estrar trajados  de forma adequada (Ex: sem uso de bermuda, camiseta, chinelo);

Os casos omissos serão decididos pela Diretoria da Escola e/ou de Ala.

Atenciosamente,

Direção de Carnaval

China e Everaldo