GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA DIFÍCIL É O NOME

Carnaval 2019 – “THEATRON – A Difícil Entra em Cena, e Faz da Intendente Magalhães e Seu Palco Iluminado”.

Carnavalesco: Jorge Alexandre Carvalho Bahia

 

A  D E C I S Ã O

“Hoje levantei cedo pensando no que tenho que fazer antes que o relógio marque meia-noite.

É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.

Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.

Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.

Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.

Posso me queixar dos meus pais por não terem dado tudo que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.

Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.

Posso sentir tédio com as tarefas da casa ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.

Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.

Se as coisas não saírem como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.

O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.

E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.

Tudo depende só de mim.”

CHARLES CHAPLIM

E esse é o momento da DECISÃO da DIFÍCIL É O NOME.

Decidimos mudar, Decidimos nos unir ainda mais, Decidimos crescer, Decidimos Subir!

 

Carnaval 2019 – “THEATRON – A Difícil Entra em Cena, e Faz da Intendente Magalhães e Seu Palco Iluminado”.

Sinopse de Louís Cavalcanthé com adaptação de Jorge Alexandre Carvalho Bahia

J U S T I F I C A T I V A

O enredo começa na Grécia Antiga, onde iremos mostrar as festas em louvor ao Deus Dionísio.

Deste ponto de partida, citaremos passagens que bem representarão a evolução desta bela arte de representar, como:

  • Representações em Roma no ano 240 a. C.;
  • Saltimbancos da Idade Média;
  • Ningyô-Shibai – Marionetes japonesas;
  • Teatro chinês, que foi aperfeiçoado em Pequim;
  • Teatro inglês de Willian Shakespeare;
  • Teatro francês de Molière;
  • Teatro português, onde a corte divertia-se;
  • Teatro brasileiro, que teve início com os padres jesuítas nas catequeses dos índios e da construção do primeiro teatro do Brasil, em 12 outubro de 1813, hoje conhecido como Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes no Rio de Janeiro.

Extremamente preocupada com a situação sócio-política-cultural em que atravessa o Brasil, em especial a falta de Políticas públicas de incentivo a educação e à cultura.

Em função de todo esse histórico, nossa agremiação oportuna à apresentação do Enredo, fazendo seu papel contribuinte para a formação de cidadãos que visualizam um futuro promissor para o país, usando como sua principal ferramenta, a transmissão ao povo, através do Carnaval, uma crítica social e a importância do saber.

I N T R O D U Ç Ã O

Teatro é uma arte que se vê, na expressão da palavra, que chegou a nós como outra língua, através do Theatrun, cuja raiz vem do grego Theatron, por evolução de Theaomai (thea – uma vista, omai – ver).

Na antiguidade grega, o teatro representou uma das mais altas formas de cultura. Nasceu daí a convicção de que o teatro tivera origem na Grécia, e de lá foi irradiado para outros povos.

H I S T Ó R I C O

Teatro Grego: nasceu como um desdobramento de rituais religiosos, que começaram com danças, cantos e pantominas em louvor ao Deus Dionísio, incorporando-se aos povos outros elementos como feitos heroicos e acontecimentos marcantes da época.

Desde o início, os rituais dionisíacos, de onde originou a tragédia grega, transmitiam um profundo senso teatral, e os rituais em sua homenagem buscavam uma elevação de consciência, que resultavam em um alto nível intelectual.

Teatro Romano: usufruem da linha do Teatro Grego, impondo suas especificidades. Em Roma eram primitivamente conhecidos pelas festividades com música e dança.

Teatro Chinês: originou-se na noite dos Templos por volta do ano 557, aperfeiçoado em Pequim no século XIX. Os Chineses afirmam que a fundação da 1ª Escola de Teatro data de 720.

Teatro Japonês: apresenta características bem marcantes, como o Kabuki – teatro popular. O primeiro texto de drama teatral que se tem conhecimento, foi documentado no ano 1600. Não há propriamente uma literatura teatral no Japão. Em geral as peças são anônimas.

Teatro Moderno: a Itália é o berço do renascentismo, período esse que apresenta sinais de transformações do teatro no início do século XVI.

Teatro Inglês: o teatro Inglês, na era Tudor, tendo como representante a Rainha Elizabeth I, inicia um enorme investimento na cultura, inclusive podendo-se afirmar que Elizabeth I construiu vários teatros para a divulgação da arte. Período em que caracteriza pela expansão marítima territorial e mercantilista. A história nos retrata o apoio para crescimento teatral de Willian Shakespeare.

Teatro Francês: podemos afirmar que a França é o berço cultural inicial da Europa e posteriormente, do mundo. Exemplo a ser citado Molière – 1622 a 1673, século XVII.

Teatro Português: tem características de descontentamento ou elogio à Monarquia. Podendo afirmar ser um grande incentivador a cultura na Europa, nos séculos XVI – XVII.

Teatro da América Latina: não alcançou, em geral, um grau de desenvolvimento superior ou igual ao brasileiro. Na republica da argentina, citaremos Juan Moreira – ator que iniciou sua carreira em palcos circenses, com auge nos anos 70, contracenando em obras de dramas criminais.

Teatro no Brasil: surgiu com meio da catequese aos índios. As primeiras peças encenadas foram destinadas a religiosidade. As produções foram criadas e supervisionadas pelo Padre jesuíta José de Anchieta.

  • Influência Africana – importante ressaltarmos a grande influência da cultura africana trazida ao Brasil pelos escravos que diretamente incorporou-se a nossa sociedade através da música, da dança, do teatro e da religiosidade entre outros.

Hoje, século XXI, podemos afirmar que o investimento na cultura tanto em âmbito Estadual como Federal não está em concordância à necessidade de uma sociedade que busca a Educação.

Faz-se necessário uma crítica que traga à tona o descaso com a cultura, representado pelo teatro diretamente ligado ao Carnaval.