FEDERAÇÃO DOS BLOCOS CARNAVALESCOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – FBCERJ – GRUPO B – CARNAVAL 2019

3 – CENTRO CULTURAL BLOCO CARNAVALESCO VAI BARRAR? NUNCA!

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Fundação: 10/12/2010 (7 anos)

Cores: Vermelho, Azul e Branco

Símbolo(s): Pandeiro e uma Mão 

Sede Provisória: Rua Maragogi, 101, Penha, Rio de Janeiro, RJ

Quadra: Rua Taperoá, 308, Grotão, Penha, Rio de Janeiro, RJ

Presidente Administrativo: Alexandre Rocha Cardoso

Vice-Presidente: Dennisson Mandarino (in memoriam)

Patrono de Honra: Holandês (Nanko Van Buren, in memoriam, falecido no dia do nosso desfile campeão, em 2015)

Bateria: Bateria 100%

Escola Madrinha: O bloco não possui Escola Madrinha

Diretora de Carnaval: Shuama Santos

Diretor de Harmonia: Ricardo Marquês

1º Casal de MS e PB: Serginho “Sorriso” Mello e Caroline “Carol” Santos

Diretor da Bateria: Mestre Ney

Rainha da Bateria: Juliana Oliveira

Rainha do Bloco: Alita Nunes

Princesa do Bloco: Taís Guimarães Cardoso

Madrinha do Bloco: Márcia Lila

Musa(s): Aninha

Responsável pela Ala de Passistas: Jairo de Souza Gama

Responsáveis pela Ala das Baianas: Tia Regina e Tia Nina

Responsáveis pela Ala das Crianças: Márcia Lila (Madrinha do Bloco)

Presidente da Galeria da Velha-Guarda: Sr. Brito (Carlos Oliveira Brito)

Responsável pela Ala dos Compositores: Rogério VBN (Rogério Bezerra da Silva)

Intérprete: Gérson Gomes “Gersinho”

ENREDO: “BAIRRO DA PENHA, 100 ANOS… SIM, VOCÊ É O SHOW”

Autor do Enredo e Carnavalesco – Jairo de Souza Gama “Jairinho Beijafla”

Sinopse

Conta a história que em 22 de julho de 1919, o Bairro da Penha foi emancipado da Freguesia de Irajá, por Decreto Lei.

O atual Bairro da Penha até então, pertencia ao português capitão Baltazar de Abreu Cardoso, um senhor abastado, proprietário de uma grande Quinta que lhe foi concedida no ano de 1613.

Falar do Bairro da Penha é reviver fatos, curiosidades, lendas, histórias que são de apaixonar…

Em 1635, numa tarde em que o capitão voltava para sua fazenda, se deparou com uma enorme serpente e de imediato invocou a interseção de Nossa Senhora. E, neste exato momento, surgiu de uma moita um enorme lagarto predador de serpentes. Os dois animais travaram uma luta e o capitão conseguiu fugir. Ele interpretou esta aparição como um milagre. Com isso, em área próxima a sua fazenda, havia um penhasco, um outeiro, onde em seu cume abrigava um singelo campanário em louvor a Nossa Senhora do Rosário. O capitão não esquecendo o fato, ordenou a construção de uma Ermida, em intenção de Nossa Senhora da Penha de França (santa de origem espanhola), dando nome ao bairro.

Em 1728, esta Ermida se tornou uma Igreja e é criada a Irmandade de Nossa Senhora da Penha de França, que além de cuidar da Igreja, cuidava também dos romeiros e da festa anual que já acontecia desde o Brasil Colônia. Fato importante – A primeira assinatura do Livro da Igreja pertence à Princesa Isabel.

A Festa cresceu com a chegada da Irmandade do Vigário do Outeiro, Padre Ricardo, natural de Coimbra e amigo de José do Patrocínio. Em sua chácara conhecida como “Quilombo da Penha”, hoje, Vila Cruzeiro, acolheu muitos escravos fugidos. Mandou abrir várias ruas no bairro, como a Rua dos Romeiros e ajudou a popularizar a Festa da Penha, dando oportunidades a várias manifestações, tradições lusas, dos negros escravos, operários e outros trabalhadores.

Nos arraiás da Penha, as charangas violões, sanfonas, o bacalhau do Porto, se misturavam com os quitutes das tias baianas, como Tia Ciata, a cachaça e a capoeira.

A Festa da Penha foi de grande importância para o Carnaval do Rio de Janeiro. Tornou-se a 2ª maior festa do País, perdendo apenas para o Carnaval carioca. Muitos compositores foram lançados com suas músicas no Bairro da Penha.

Com a criação da ferrovia, crescia o número de romeiros, em busca de paz, proteção e intenções de pagarem suas promessas.

Saudades nos dá dos velhos tempos, dos domingos nos parques, Shangai e Ary Barroso, com suas diversidades de flora e fauna, a praia da Penha, o mangue onde hoje encontramos o viaduto da Av. Lobo Junior e Av. Brasil.

O Padre José Maria Martins Alves da Rocha, ao se tornar capelão, proíbe toda e qualquer tipo de manifestação que não fosse religiosa. Mesmo assim, grupos musicais, sambistas e outros marcavam presença. Encontrávamos Sinhô, Heitor dos Prazeres, Pixinguinha, Donga que lançou o samba “Pelo Telefone”, tudo no Bairro da Penha…

E o progresso continuava a chegar ao Bairro. São criados o Curtume Carioca (indústria de peles, couros e derivados), a construção em estilo Art-Noveau, marcando o caminho da Estação Ferroviária, até a sua porta por uma avenida cercada de palmeiras imperiais. Interessante lembrar que o próprio Curtume mantinha um time de futebol. A inauguração do Hospital Getúlio Vargas e nossos agradecimentos ao proprietário de uma das principais Quintais, a Chácara das Palmeiras, hoje parte do Hospital e Parque Ary Barroso.

Fácil encontrar nas ruas do Bairro, pessoas que contam as histórias engraçadas e de ótimas lembranças deste show de bairro! O Castelinho da Penha, que muitos acreditavam ser “mal assombrado”, o Circo, que chegava com intensa alegria, o Cinema São Pedro, apesar de bem antes, haviam sido surpreendidos com a apresentação ao ar livre, no Largo da Penha, diante do portão da Irmandade.

Aqui tivemos e temos ilustres moradores em destaque: jogadores de futebol, atores, músicos, compositores, construtores, etc… Lembrando ainda dos Blocos Carnavalescos, como Rouxinol do Grotão, os atuais Aymoré da Penha, Piranhas do Grotão, Escola de Samba Mirim Petizes da Penha, o Bloco Vai Barrar? Nunca! E muitos outros.

No ano de 2019, estaremos comemorando 100 anos de emancipação do Bairro da Penha.

Receba de coração esta humildade homenagem…

Sim, você é o show!

*Agradecimento especial ao nosso colunista e diretor cultural da FBCERJ Júlio César Ferreira

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