Confira o Carnaval 2025 do América Samba e Paixão

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NOME OFICIAL: Grêmio Recreativo Escola de Samba América Samba e Paixão

FUNDAÇÃO: 12/08/2022

Fundadores e Conselheiros: Fabio Cardeal, Sergio Moreira, Dario Meirelles, Mauro Theodoro, Gilberto Cardeal, Juca Moreira, Antônio Carlos, Álvaro Macedo e Jorge do Batuke

SANTOS PADROEIROS: São Jorge, Nosso Senhor do Bonfim e Santa Bárbara

ESCOLAS-MADRINHAS: Estácio de Sá e Portela

CORES: Vermelho e Branco

SÍMBOLO: Bola de Futebol

APELIDO: A Endiabrada do Samba

CARNAVAL 2025

ENREDO: SIMPLESMENTE EDU

Filiação: Grupo de Avaliação (Superliga)

Autor do Enredo: Ricardo Netto

Autor da Sinopse do Enredo: Stéfano Salles

Carnavalesco: Ricardo Netto

Presidente de Honra: Rubem Confete

Presidente: Ricardo Netto Rodrigues

Vice-Presidente: “Fabinho” Fábio Lopes Dias

Diretor Geral de Carnaval: Décio Bastos

Diretores Gerais de Harmonia: Breno Medeiros e Suellen Alana

1º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Liamara “Lia” “Mara” e Erick Rodrigues

Coreógrafo e Diretor da Comissão de Frente: Valnei Aguiar Silva

BATERIA: Dragões do América

Bateria: Mestre Firme (Luís Fernando Carvalho)

Presidente de Honra da Bateria: Mestre Chuvisco

Rainha da Bateria: Gil Santos

Responsável pela Ala de Passistas: Avelino José de Souza

Responsável pela Ala da Velha Guarda: Álvaro Macedo (Presidente)

Presidente da Ala dos Compositores: Marcus Vinícius Carvalho

Diretor Social: Charles Calomino

Diretora de Marketing: Maristela

Locutor Oficial: Pedrinho “Samboteco” Silva

Enredo: “Edu é um dos maiores ídolos da história do America Football Club, sendo o segundo maior artilheiro da história deste clube carioca com 267 gols marcados entre 1966 e 1974 e sempre lembrado pelo futebol refinado, de dribles curtos, passes e lançamentos precisos, sempre voltados para o ataque”.

SINOPSE

Uma gente generosa diz por aí que eu sou o maior jogador da história do América. Eu digo que não. Com modestos 1,63m de altura, é provável que na verdade eu seja o menor. Mas compensava a limitação deste atributo com intenso treinamento de impulsão, que resultou em muitos gols de cabeça. Dizem que sou um carismático contador de histórias. Portanto, hei de contar também a minha para a Intendente. Nasci aqui bem perto, em Quintino, no subúrbio carioca, em 1947, e cresci em um endereço que se tornou um ponto de referência do bairro. O futebol me eternizou como camisa 10 da grande paixão de minha vida, o América, mas foi no número sete da Rua Lucinda Barbosa onde tudo começou.

Meu querido Zeca, que vocês conhecem como Antunes, foi a grande inspiração para uma família de boleiros, que inclui um certo Galinho. Aprendeu muito com os mais velhos, em quem se inspirou na técnica e na dedicação. Antunes era o primogênito da prole e abriu caminho para que os demais desfilassem um talento original, que parecia genético: Nando, Zico e eu. Doce ironia: aqueles que cresceram ouvindo que futebol não era profissão, recomendados a buscar um “trabalho de verdade”, formaram uma das mais relevantes famílias de jogadores no futebol mundial.

Cheguei menino ao América, em 1964, ainda mais franzino do que a imaginação é capaz de projetar. O clube tinha uma base forte, que formava grandes jogadores. Cheguei trazendo uma bagagem de sonhos alimentados pela família no Juventude Quintino, o que me ajudou muito. Tive uma ascensão meteórica. Em 15 dias, atravessei quatro categorias, do infanto-juvenil ao profissional, onde fui requisitado pelo treinador Wilson Santos, ex-zagueiro do tempo em que nosso clube conquistava a primeira estrela da Guanabara.

Ao longo de uma intensa trajetória, com 211 gols marcados, fui reconhecido como o maior artilheiro da história do América. Acumulei troféus, como o Torneio Internacional Negrão de Lima, em 1967, a Taça TAP contra o poderoso Benfica de Eusébio, em 1973, e a inesquecível Taça Guanabara de 1974. Em uma era em que havia craques em profusão no futebol brasileiro e cada clube contava com pelo menos dois deles.

Tive também conquistas simbólicas. Aquelas com imenso valor afetivo, que valem mais do que taças ou dinheiro. Ainda que por pouco tempo, o América me deu o privilégio de atuar ao lado de dois irmãos meus, em uma linha que até hoje boa parte da torcida americana não é capaz de esquecer. Foi em 1967, quando pude trabalhar com Antunes e Nando.

Há quem chame de infidelidade, eu prefiro classificar como bigamia. Mas preciso confessar: tenho paixão por uma outra camisa que também atravessou minha carreira. Ela é bem amarelinha. Em 1967, pela seleção, conquistei a Copa Rio Branco. Em 1969, fui artilheiro isolado do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, pelo América, e acabei eleito o melhor jogador do continente. O feito, no ano seguinte, me colocou na lista dos 40 pré-selecionados para a Copa de 1970. Estive perto de me tornar uma das Feras do Saldanha. Mas, no fim, nenhum de nós dois foi para o México. Crônicas da bola e da política.

Como jogador, atuei ainda em outros clubes grandes, com camisas pesadas. Joguei por Vasco, Flamengo, Bahia, Colorado-PR, Joinville e Brasília, antes de encerrar carreira no Campo Grande, o Galo da Zona Oeste. Como atleta, fui campeão baiano (1976) e catarinense (1978).

Graças às bênçãos do bom São Jorge, padroeiro de meu América e da América Samba e Paixão, que me protege e me perdoa desde criança com sua igreja aqui em Quintino, minha história e a da seleção voltariam a se cruzar após pendurar as chuteiras. Comecei como treinador no América, onde conquistei a primeira Taça Rio da história, em 1982. Após uma experiência de sucesso no Vasco, onde promovi a estreia do ainda jovem americano Romário no time profissional, fui honrado, em 1984, com o convite do doutor Giulite Coutinho para dirigir a mais importante seleção do planeta em amistosos contra três campeões mundiais.

De volta ao ambiente de clubes, conquistei mais troféus. Pelo Joinville, tornei-me campeão catarinense também como treinador, em 1987. Dois anos depois, campeão paranaense com o Coritiba e, em 1990, venci o Campeonato Carioca com o Botafogo.

A bola me fez girar o mundo. Como treinador ou assistente-técnico, trabalhei em países com diferentes culturas, como Iraque (seleção), Equador (Barcelona de Guayaquil), Peru (Sport Boys), México (Veracruz), Japão (Kashima Anthlers e seleção), Turquia (Fenerbahçe), Uzbequistão (Bunyodkor), Rússia (CSKA Moscou) e Grécia (Olympiakos). Todas foram experiências enriquecedoras, mas tenho uma favorita. A verdade é que rapidamente eu me apaixonei pela Terra do Sol Nascente e pelas oportunidades que oferece ela o progresso no esporte. Por onde passei, representei sempre o melhor estandarte da civilização brasileira: o futebol.

Uma das maiores deferências que recebi foi a eternização no Hall da Fama do principal palco da história do futebol mundial, uma espécie de imortalidade esportiva. No Maracanã, estou ao lado de Pelé, de meu irmão Zico e de tantos outros craques do esporte ao qual dediquei toda a minha vida. Inspiração, motivação e saudade. Dizem que sou um homem de sorte. Pode ter certeza de que sou, mas sempre tive muito compromisso. A uma torcida conhecida por pedir sangue, ofereci sempre o coração. Esse sou eu, Eduardo Antunes Coimbra. Ou, simplesmente, Edu.

SINOPSE: STÉFANO SALLES

SAMBA-ENREDO

Compositores: Eduardo Martins e Maurílio Theodoro

Intérprete: Clara Vidal

Cantor de Apoio: Marcus Vinícius Carvalho

 

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