Escola: G. R. E. S. Colibri de Mesquita

Enredo: PARALIMPÍADAS: ESPÍRITO EM MOVIMENTO

Carnavalescos: Comissão de Carnaval, formada por Alexandre Costa, Lino Sales e Marcus Vinícius do Val

Autores do Enredo, Autores da Sinopse, Elaboradores do Roteiro do Desfile: Comissão de Carnaval, formada por Alexandre Costa, Lino Sales e Marcus Vinícius do Val

Presidente: Devanir Rafael Alves “Vaninho/Vanir”

Diretora do Barracão: Marina de Oliveira Santos

Ferreiro, Mecânico e Pintor de Arte: Devanir Rafael Alves “Vaninho/Vanir”

Responsável pelo Ateliê: Lino Sales

Diretor Geral de Carnaval: Maria das Graças Machado

Diretor Geral de Harmonia: David dos Santos Ferreira de Lima e Silva

Total de Componentes na Harmonia: 20

1º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Geificleiton e Jesicléia

Diretor de Bateria: Mestre Álvaro Luiz Velasques Oliveira

Rainha da Bateria: Karla Mello

Número de Componentes da Bateria: 60 Ritmistas

Responsável pela Ala das Crianças: Luciana de Melo Cotyas

Responsável pela Ala das Baianas: Sandra Helena da Costa Silva

Responsável pela Ala de Passista: Sebastião Rodrigues Conceição

Responsável pela Ala da Velha Guarda: Márcia Lima

Coreógrafo da Comissão de Frente: Luciano Santos da Silva

Total de Componentes da Comissão de Frente: 12

Diretor de Comunicação da escola: Salomão Moura

Data, Local e Ordem de Desfile: Grupo de Acesso E, 9ª Escola de 13/02/2016, Sábado, Estrada Intendente Magalhães, Campinho, Rio de Janeiro/RJ

Samba:

Compositores: Jorge Butina, Nanda Moreno, Jorge Naiba e Leno do Tigre

Intérpretes: Jorge Luiz Honório Gomes “Jorge Butina”, Primo, Jorge Bombom e Jean Simões

Letra:

Na Grécia de onde se originou / A maior competição desse planeta

Só participavam os mais fortes e velozes do país / Criou-se um modelo então

Da mais pura perfeição / Que excluía qualquer um que não estivesse no padrão

Mas da ideia genial do médico alemão / foi criada a reabilitação

Azul, vermelho e verde fazem a gente se mover

O embalo dessas cores é o nosso comitê

Na cidade inglesa, o pontapé inicial / Para os portadores, se tornando internacional

Brasil se move contra a discriminação / De igualdade, paz e união

Pioneiro da América do Sul / A chama que aqueceu o coração de emoção

Bateria na cadência, fazendo o povo delirar / Enfim, o show vai ser no Rio de Janeiro

Na terra de samba, mulata e pandeiro / esses atletas são a nossa inspiração

Exemplo de coragem e determinação / fazendo a festa e alegria do povão

Medalha de ouro com a Colibri / Agora é a hora, pode aplaudir

Com garra e força, e superação / Rumo à vitória e gritar “é campeão”

Justificativa:

Com os olhos do mundo voltados para o maior evento esportivo do planeta em 2016, as Olimpíadas, o G.R.E.S. Colibri vem homenagem outro evento esportivo de grandeza similar, que valoriza a integração entre todos aqueles que não se enquadram no perfil de perfeição atlética dos Jogos Olímpicos: As Paralímpíadas. Evento que reúne atletas portadores de algum tipo de deficiência de todo o mundo para mostrar que não existem limites para a superação e de mostrar que TODOS têm direito à igualdade e a uma vida digna com cabeça erguida, sentindo orgulho de ser quem é.

Sinopse:

A principal competição esportiva do planeta ocorre desde 2500 a.C., as Olimpíadas. Os jogos, que foram criados na Grécia para celebrar a paz e unir os povos, sempre selecionaram os mais fortes e os mais rápidos de cada Nação. A admiração pelos atletas olímpicos criava um modelo de perfeição atlética que excluía qualquer um que não se encaixasse nos padrões.

            Esse padrão de seleção foi mantido por séculos, até que a genialidade de um alemão, o médico Ludwig Guttmann, banido de seu país natal pelos terrores da Segunda Guerra Mundial e radicado na Inglaterra, criou um novo método de tratamento e reabilitação para pessoas que possuíam algum tipo de deficiência: o estimulo esportivo. Em seu tratamento foram incluídas as atividades de basquete, tiro com arco, dardo e bilhar. Antes da filosofia de tratamento de Guttmann não havia qualquer tipo de tratamento para portadores de deficiências.

            Diante do sucesso do tratamento, Guttmann promoveu em 1948 o primeiro evento esportivo exclusivamente para portadores de deficiência, esse evento ocorreu no mesmo ano das Olimpíadas de Londres em uma cidade próxima à capital inglesa (Stoke Mandeville). O evento ocorreu todos os anos e se tornou internacional em 1952. Em 1960 os jogos ocorram pela primeira vez fora do Reino Unido, em Roma, junto com as Olimpíadas. Em 1964, em Tóquio, pela primeira vez foi utilizado o termo Paralimpíada. O primeiro campeonato mundial de esqui para portadores de deficiência ocorreu em 1974, na França e dois anos depois ocorreram os primeiros Jogos Paralímpicos de Inverno, em 1976, na Suécia. Guttmann enfim alcançou seu grande objetivo, reintegrar pessoas lesionadas na sociedade e no mundo esportivo.

            Graças ao esforço de Sir Ludwig Guttmann em vincular os jogos criados por ele aos Jogos Olímpicos, podemos dizer que Ludwig Guttmann está para os Jogos Paralímpicos assim como o Barão de Coubertin está para os Jogos Olímpicos.

            De seu início até hoje muita coisa mudou, em 1989 foi criado o Comitê Paralímpico Internacional, reunindo 162 países, ou seja, todas as nações que possuem programas desportivos para deficientes. Várias classes e categorias foram criadas para amputados, deficientes visuais e deficientes mentais, além de pessoas com lesão na coluna espinhal.

            A bandeira do Comitê Paralímpico Internacional possui três cores, que são as mais presentes em todas as bandeiras do planeta (vermelha, verde e azul) e cada cor está na forma de um Agito (que significa: eu me movo em latim) que se curvam em direção a um ponto central e o lema do Comitê é Espírito em Movimento, que representa a força de vontade de cada atleta paralímpico.

            A criação dos Jogos Paralímpicos estabeleceu a prática do esporte como um direito humano, incluindo todos no espírito de amizade, compreensão, solidariedade e sem discriminação. O crescimento do movimento paraolímpico faz com que a pratica esportiva passasse a ser mais importante que a reabilitação física. Atualmente há 28 esportes reconhecidos pelo Comitê Paralímpico Internacional.

            Em 2016 será a vez do Rio de Janeiro sediar a primeira edição dos Jogos Paralímpicos da América do Sul. Serão 23 esportes, incluindo a estreia da paracanoagem e do paratriatlon, em um total de 4350 atletas de 172 países em 11 dias de competições, todos integrados nos valores paralímpicos: Inspiração, Coragem, Igualdade e Determinação.

            O Brasil já revelou grandes nomes no esporte paralímpico: André Dias (natação), Clodoaldo Silva (natação), Luis Claudio Pereira (atletismo), Ádria Santos (atletismo) e Alan Fonteles (atletismo) dentre tantos outros.

            A excelência do Movimento Paralímpico inspira cada vez mais pessoas, valoriza a diversidade, contribui para uma cultura de acessibilidade e mudança de percepção quanto às pessoas com deficiência.

             Em 2016, o Colibri de Mesquita vem mostrar que não existe o impossível diante da força de vontade e do desejo de superar obstáculos. Vamos enaltecer a garra e a fibra dessas pessoas que provaram não precisar da pena de ninguém e sim do respeito da sociedade. Sejam bem-vindos a grande festa do carnaval e do esporte paralímpico.

Autores: Alexandre Costa Pereira, Lino Sales e Marcus Vinicius do Val

Bibliografia Consultada:

A História das Olimpíadas; Wikipédia.

Roteiro do Desfile:

1º SETOR: A VALORIZAÇÃO DO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA

COMISSÃO DE FRENTE: SUPERANDO OBSTÁCULOS: A comissão de Frente trará cadeirantes e não cadeirantes simulando a luta dos portadores de deficiências em vencer preconceitos e dificuldades do dia-a-dia.

1º CASAL DE MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA: A busca da Perfeição estabelecido com a criação dos jogos Olímpicos.

1ª ALA: GREGOS: Criadores dos Jogos Olímpicos.

2ª ALA: SOLDADOS DA 2ª GUERRA MUNDIAL: Primeiros pacientes a integrarem o programa de reabilitação pelo estímulo esportivo.

3ª ALA: MEDICINA: Uma homenagem à ciência que ressocializou amputados e portadores de deficiências.

4ª ALA: SOLDADOS DA INGLATERRA: Por se refugiar na Inglaterra, o Dr. Guttman iniciou seu tratamento com soldados amputados ingleses.

5ª ALA: PRECONCEITOS E OBSTÁCULOS: Ala vem representar as dificuldades que os portadores de deficiências enfrentam no dia-a-dia.

2º SETOR: OS NOVOS SUPERATLETAS

TRIPÉ: A CONSAGRAÇÃO OLÍMPICA: O Tripé vem com um destaque representando a Tocha Paralímpica e três composições representando as cores dos Agitos (vermelho, verde e azul) presentes na bandeira Paralímpica, além de taças e troféus representando as vitórias sociais dos portadores de deficiência. À frente o tripé traz os círculos Olímpicos fazendo referência a união das duas competições (Olimpíadas e Paralimpíadas) na mesma cidade, que passou a ocorrer em 1960.

6ª ALA: TOCHA OLÍMPICA: Os Deuses do Olimpo passam a abraçar a todos distinção.

7ª ALA DAS BAIANAS: BANDEIRA PARALÍMPICA: A ala das Baianas vem representando a bandeira do Comitê Paralímpico formado por 3 Agitos.

8ª ALA: BATERIA – ESPORTES PARALÍMPICOS: Alguns dos esportes praticados pelos atletas Paralímpicos.

9ª ALA: PASSISTAS – PREMIAÇÃO E CONSAGRAÇÃO: A medalha e a consagração, o desejo de todo atleta.

3º SETOR:

10ª ALA: ATLETAS PARALÍMPICOS: Os grandes heróis do esporte que independente de medalha são vencedores na vida.

11ª ALA: PASSISTAS MIRINS: VALORES PARALÍMPICOS: Inspiração, coragem, igualdade e determinação: os valores paralímpicos.

12ª ALA DAS CRIANÇAS: MASCOTE TOM: Tom: a mascote das Paralímpiadas do Rio de Janeiro.

13ª ALA: VELHA GUARDA

14ª ALA: COMPOSITORES