SÉRIE DE ENTREVISTAS: CARNAVALESCOS DA INTENDENTE

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CARNAVALESCOS DA INTENDENTE

Nome: Leo Jesus

Carnavalesco do Acadêmicos do Engenho da Rainha

Profissão: Cenógrafo e Figurinista

Idade: 43 anos

Escola(s) do Coração: Torço por 2 escolas. Costumo dizer que sou Portela de nascimento e Vila Isabel por adoção.

1. Como foi o seu início no Carnaval?

Sou nascido e criado em Madureira e minha família sempre esteve envolvida com as escolas de samba da região. Herdei essa paixão por carnaval e samba dos meus pais. Desde criança sempre frequentei com eles as quadras e alimentei o sonho de fazer parte desse universo. Minha primeira experiência trabalhando com carnaval foi em 2005, na Acadêmicos do Cubango, como estagiário na equipe de decoração de alegorias do Márcio Puluker (na época ele era assistente do carnavalesco da escola, Jaime Cezário).

2. Conte-nos a sua trajetória?

Como sou apaixonado por carnaval, acho que já fiz de tudo um pouco em escola de samba… mas, profissionalmente falando, após essa primeira experiência na Cubango, continuei atuando em barracões e em ateliês de fantasias para diversas escolas. Paralelamente, concluí a graduação em Cenografia pela Escola de Belas Artes da UFRJ, tendo atuado como cenógrafo e figurinista em montagens teatrais. Também atuei com cenografia no cinema, tive algumas experiências com curta-metragens e documentários. Atualmente sou professor colaborador na Pós-Graduação em Figurino e Carnaval da Universidade Veiga de Almeida. Em 2018 tive a honra de ser convidado para estrear como carnavalesco pela Acadêmicos do Engenho da Rainha, onde irei desenvolver meu segundo desfile no carnaval 2020.

3. Cite-nos o(s) seu(s) ídolo(s) na função.

Dentre os carnavalescos que estão atuando no momento, admiro muito a obra da Rosa Magalhães e Renato Lage. Mas meu maior ídolo no carnaval sempre foi Joãozinho Trinta.

4. Fale-nos do enredo da escola para 2020?

“De Roliúde ao Sertão: Luz, Câmera, Ação!” é uma grande homenagem ao Nordeste, seu povo e sua cultura, retratados através do cinema nacional. De “O Cangaceiro” a “Bacurau”, vamos mostrar as histórias e os personagens inesquecíveis da filmografia nordestina.

5. Quais são as suas expectativas para este carnaval?

Em 2019 tivemos muita dificuldade para colocar a escola na rua. Este ano está um pouco melhor, ainda longe de ser o ideal… Mas aprendemos com os problemas e os erros de 2019 e acredito que estamos fazendo um bom trabalho. Temos um bom enredo, um ótimo samba, e acredito que iremos surpreender em 2020.

6. Qual será o ponto alto do seu desfile?

Vamos apostar em uma abertura impactante, com destaque para a comissão de frente. Estou conversando com o coreógrafo e fechamos uma ideia forte para mais uma vez gabaritar o quesito, como no carnaval passado. Eu e minha equipe confeccionaremos novamente as fantasias da comissão de frente, é um quesito pelo qual eu tenho muito carinho e faço questão que desfilem com figurinos impecáveis.

7. Como está o barracão da escola (fantasias e alegoria(s))?

No momento estamos trabalhando na confecção das fantasias e em breve iniciaremos os trabalhos de barracão.

8. Como virá a escola, em relação a nº de alas, componentes, quantos setores serão o desfile?

Teremos 3 setores no desenvolvimento do desfile. Serão 690 componentes distribuídos em 17 alas.

9. Um carnaval inesquecível?

Na Porto da Pedra, em 2018, fui componente da comissão de frente coreografada por Jardel Augusto Lemos. Foi muito emocionante, fomos aplaudidos por todos os setores ao longo da Sapucaí e recebemos 10 de todos os jurados do quesito.

10. Qual é o seu maior sonho?

Levar a Acadêmicos do Engenho da Rainha de volta à Marquês de Sapucaí, lugar que a escola merece estar por toda a sua história e tradição no carnaval do Rio de Janeiro.

11. Deixe-nos uma mensagem para a galera que acompanha o Carnaval da Intendente.

Infelizmente o abandono da cultura popular pelo poder público carioca levou a uma situação em que botar uma escola de samba na rua demanda um esforço gigantesco de uma comunidade e dos profissionais envolvidos. E nos grupos da Intendente Magalhães, isso se torna ainda mais difícil. Fazer carnaval na cidade que é o berço das escolas de samba tornou-se um ato de resistência. Minha mensagem é essa: torço para que todos os envolvidos nas diversas etapas da produção de um desfile continuem resistindo até esse momento sombrio passar…

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Obrigado Leo Jesus pela participação e ótimo Carnaval!

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