Carnaval 2025 – Sinopse do Arrastão de Cascadura

Publicado por

G. R. E. S. ARRASTÃO DE CASCADURA

CARNAVAL 2025

“TEN” – ARTE, CULTURA E RESISTÊNCIA

 

Abram-se as cortinas…

O espetáculo vai começar!

Primeiro Ato

O ano era de 1944 quando Abdias Nascimento criou o Teatro Experimental Negro, no Rio de Janeiro, após observar a ausência de negros e seus temas nas representações teatrais. Um homem engajado e multifacetado que seria a voz para “quebrar” o dilema dessa inexistência.

Conhecido como TEN sua proposta era da valorização social do negro e sua cultura pela educação e arte.

Seu criador procurou ultrapassar os limites da função artística e suas representações que iam para além do palco, com desdobramentos em várias frentes para dar a visibilidade que o povo negro merecia à época.

Concursos de beleza como Boneca de Piche e Rainha das Mulatas, e também de artes plásticas com o tema Cristo Negro foram idealizados.

Paralelamente à atividade teatral, o TEN propunha a reflexão e o debate em torno de temas ligados à cultura do povo de matriz africana. Com o jornal, chamado “Quilombo”, foi possível entender o que essa luta representava para Abdias e se escrevia de tudo poesia, religião, música, cinema entre outros assuntos.

Segundo Ato

Seu primeiro corpo cênico era eclético e formado por moradores de favelas, empregados domésticos, operários e pessoas sem profissão definida. Ensaios, aulas e mais ensaios para a estreia em um espaço onde negros como atores e plateias ainda não tinham pisado.

Mas, em uma noite histórica entra em cena no Teatro Municipal a montagem teatral “O Imperador Jones” sendo reverenciado e aclamado.

Textos estrangeiros e brasileiros foram encenados, enfim começava uma nova era teatral. De Othello passando por Aruanda, Filhos de Santo, Orfeu da Conceição. Textos e mais textos eram encenados, enfim era delineada uma nova dramaturgia no cenário cultural.

Terceiro Ato

Com essa iniciativa abriu-se espaço para a formação de novos atores, e seu legado propiciou a formação de outros grupos e companhias no cenário teatral brasileiro, como Nós do Morro, Coletivo Preto, Morro em Cena, Bando de Teatro Olodum entre outros que em cada cena com seus gestos e expressões escreveram e escrevem mais um capítulo na história.

O teatro como a avenida são espaços de histórias, sonhos e também de resistência. Com ritmo cadenciado, o samba, une todas as camadas da sociedade sem preconceitos e atinge a harmonia perfeita ao encontrar sua melhor protagonista nos festejos de momo – As Escolas de Samba.

Bravo! Bravíssimo!!

Nosso espetáculo chega ao fim. O GRES Arrastão de Cascadura fecha as cortinas da folia.

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