GRÊMIO RECREATIVO BLOCO CARNAVALESCO OBA-OBA DO RECREIO

Enredo: Alô Brasil, se todos se dessem as mãos, seria um dos senhores de amanhã.

Sinopse:

Alô Brasil! Vamos fazer uma corrente pra frente e fazer do nosso país, um país educado, alimentado, sem desemprego e com saúde, um verdadeiro país com ordem e progresso.

País abençoado por Deus. Basta que os poderosos tomem vergonha, tenham boa vontade e consciência e ajudem nossas crianças para que elas possam ser os homens de amanhã. Não os larguem abandonados nas ruas, tirem-nos dos maus caminhos, não permitindo que se viciem, nem roubem para se sustentar, nem que sejam humilhados por uma migalha de comida. Vamos dar as mãos e leva-los para o banco escolar, para serem alfabetizados com a finalidade de que, no futuro, eles levem o país a avançar.

Precisamos tirá-los das marquises, do abismo, oferecendo-lhes um teto, direito de igualdade e transformá-los nos homens do futuro. Só assim seremos uma grande nação e não um país de corruptos mentirosos.

Brasil, tu és o pulmão do mundo!

Aqui temos condições de emprego pois onde se planta, tudo dá; És ainda o país do futebol. Um país jovem, alegre e dinâmico. Não deixemos a chama se apagar.

Acredite! Brasil, país da alegria. Não podemos deixar a fome, o desemprego e o analfabetismo dominarem o nosso país. Temos a obrigação, por sermos cidadãos, de revertermos esse quadro, porque te amamos, nosso país, Brasil. Em nosso coração pulsa o verde da esperança.

Vamos caminhar juntos com o 1º mundo e mostrar que somos capazes. Mostrar que temos um país que exige respeito, onde a solidariedade e a paz vivem no coração de cada um de nós, brasileiros. Somos um país jovem, despojado e rico, mas como é carnaval, o bloco Oba Oba convida todas as crianças a esquecer, nesses dias de folia, as tristezas, mazelas e brincar seu carnaval com a bateria em ritmo frenético, erguendo a bandeira da solidariedade.

VIVA AS CRIANÇAS!

Histórico:

É grave o caso do menor abandonado no Brasil, a falta de cuidados, a falta de informações e a pobreza, são os principais fatores para o crescimento deste índice que não para de crescer.

Isso mostra que é preciso muito empenho das autoridades em criar ações para informar e ensinar a população, além disso é preciso mostrar o problema como ele é, assim como é preciso ter consciência da população, só assim acabaremos com o abandono de menores, que também são chamados pela técnica do Serviço Social, pelas técnicas sociológicas de menores em situação de risco social.

Abandonados pelos pais, que nunca têm tempo para conversar com eles, para dialogar com eles, de explicar-lhes os perigos encontrados pelas avenidas do mundo nas pessoas que não merecem confiança. Serão menores abandonados pelas autoridades que pouco se preocupam com o menor em si.

Além dos menores abandonados que encontramos perambulando pelas ruas, temos os filhos abandonados nos lares, pelos pais, seja pela correria do dia a dia, pelo trabalho árduo, que muitas vezes quando chegam em casa, estão exaustos e cansados, para dar a atenção necessária que os filhos precisam.

O que é que deve passar pela mente de um desses menores, crianças ou adolescentes, que não são propriamente menores de rua, que não foram abandonados pela orfandade dos pais ou pelo abandono tácito dos seus genitores?

Aqueles meninos, meninas que vivem dentro de casa com seu pai, com sua mãe, apenas como um dado. É que esses pais são sempre ausentes, seja pelo trabalho, seja pela vida social intensa que levam, seja porque motivo for.

Então, naturalmente nós temos que mudar o nosso conceito de menor abandonado. Porque há menores que são abandonados, por exemplo, por professores, principalmente quando o professor, ao ver o jeito abusado, desabusado, dessa criança, daquele jovem, daquele adolescente, já se indispõe com ele e passa a acreditar que essa criança não tem jeito. De onde ele vem não dá para salvar-se. São crianças abandonadas, são menores abandonados.

Então, quando nós pensamos em menores abandonados, imaginamos que sejam somente aqueles que estão nas calçadas, no meio das ruas, cometendo atos infracionais. Mas também são abandonados aqueles que, dentro de casa, não têm seu pai ou sua mãe que lhes possa falar ou que lhes possa dizer a respeito dos perigos que eles encontrarão pelas ruas.

É por essa razão que nós precisamos tratar dos menores abandonados. Aqueles que não têm comida, que não têm pão, que não têm roupa, que não têm casa – dever das autoridades, dever da sociedade.

Aqueles que têm casa, que têm pão, que têm comida, que têm roupa, que têm quase tudo, mas lhes falta o amor dos pais, cabe-nos pensar no estilo de apoio que estamos dando as nossas crianças, nossos filhos, nossos menores.

E, honestamente, verificarmos se, apesar de todas as coisas que lhes damos, se não estamos convertendo nossos filhos em outros tantos menores abandonados.

Carnavalesco: Louis Cavalcanthé