A Mocidade Unida do Santa Marta divulgou a sinopse do enredo ‘Panterantropofagia – Ode à Macunaíma, o anti-herói brasileiro!”, desenvolvido pelos carnavalescos Leonardo Soares e Rodrigo Almeida para o carnaval 2018. A escola irá fazer uma viagem na história, passando por grandes nomes da literatura brasileira.

Os compositores que se interessarem em participar da disputa de samba já podem iniciar os trabalhos, pois a diretoria da agremiação irá realizar no dia 16/08, quarta-feira, a explanação da sinopse com presença dos carnavalescos e diretoria.

“Panterantropofagia: Ode à Macunaíma, o anti-herói brasileiro!”

Justificativa do Enredo:

No ano de 2018 a Mocidade Unida do Santa Marta, entra na avenida exaltando todo o poder cultural do povo brasileiro… “Panterantropofagia: Ode à Macunaíma, o anti-herói brasileiro!” é um tratado carnavalesco que usará toda liberdade de expressão impetrada no carnaval para exaltar o folclore, as culturas de raiz, o grandioso Movimento Tropicalista e a Semana de Arte Moderna de 1922, ícone das artes e de uma nova cultura livre de preconceitos e com a mais genuína característica do povo brasileiro…

Usaremos como pano de fundo a história de “Macunaíma”, que já por ser chamado de “Anti-herói”, nos dá o tempero certo pra sentir exatamente o saboroso colorido cultural que é o nosso Brasil… Nossa Pantera Negra, símbolo de nossa escola irá “devorar” a cultura nacional espalhando pela avenida a magia das artes musicais, visuais, e cênicas tão honrosamente defendida e difundida por nossos grandes artistas…

Sinopse do Enredo:

Idos de tempos na Floresta
No espaço do que a arte nos professa…
Entre lendas e mitos da mata…

Macunaíma, “herói de nossa gente”
Nasceu à margem do Uraricoera…
Mas a arte que sua preguiça não espera
O faz encontrar a Pantera
E viajar na Folia de Momo

-Oras senhores, mas, como?

A arte que não tem limites,
Que às vezes não aceita palpites
Não segue regras nem leis…
Onde tudo já foi proibido
Nosso anti-herói destemido
Nos mostra que carnavalizar é preciso…

Neste Brasil brasileiro,
De “Muiriquitãs” verdadeiros
De sonhos pra quem sabe sonhar
E toda sua arte externar…

Esse Surrealismo festeiro
De Mário, um Andrade brasileiro,
Faz ecoar o tamborim e o pandeiro…
Ah! Mário de Andrade ‘aventureiro’…
Traz pro nosso samba o curupira,
A Uiara, o gigante e o Camaleão guerreiro…

Traz com nosso Macunaíma,
O Abaporu de Tarcila…
A “Alegria” de Caetano e o “Expresso” de Gil…

Traz as cores tropicalistas,
Dessa Terra de grandes artistas
Na alma de gente sambista
Que reluz o “Cruzeiro do Sul”…

“Ideologias exóticas”
De “contra o ateísmo ateu”
Uma ditadura malvada
De ideias dissipadas
Pelas cores anos antes,
Que em uma semana brilhante “Desvairou a Paulicéia”
“Faça amor, não faça guerra”

Traga para avenida a “alegria alegria” da vida,
Traga arte sem pudor e carimbos,
Traga música, não nos traga hinos!
Traga corpos bailando nos palcos,
Ou até mesmo no calor do asfalto…

Traga “A banda” do mestre do Chico…
O colorido turbante da “Miranda”
A liberdade criadora da ruptura
De um Brasil de riquezas em forma cultura…
Nossa Pantera “alimentada” de arte,
Hoje espalha por toda parte
Num “colorido sutil”
As cores de uma tela mágica do Carnaval do Brasil…

Somos Macunaímas de uma vida nem tão real,
Somos “Mários, Caetanos, Tarsilas…”
Somos “Gil, Chico e Carmen”…
Somos artistas de nossa arte seja ela qual for…

Somos o azul e branco de nosso sagrado Pavilhão
Colorindo este chão…
Descendo o “Morro” com ‘braveza’
Samba no pé com firmeza
Pra mostrar que nossa arte é também nossa maior grandeza…

Carnavalescos Rodrigo Almeida e Leonardo Soares