FEDERAÇÃO DOS BLOCOS CARNAVALESCOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – FBCERJ – GRUPO A – CARNAVAL 2019

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9 – GRÊMIO RECREATIVO BLOCO CARNAVALESCO GRILO DE BANGU

Fundação: 19/04/1967 (51 anos)

Presidente Administrativo: Celso Oliveira Junior

Cores: Preto e Amarelo

Sede/Quadra: Rua Rio da Prata, 1.820, Bangu, Rio de Janeiro, RJ

Diretor de Carnaval: José Mauro

Bateria: Ritmo Quente

Diretor de Bateria: Mestre Guilherme

ENREDO: ““IJO DUDU”: A DANÇA AFRO-BRASILEIRA”

Carnavalesco – Luiz Macedo

Sinopse

Proveniente do vocabulário Yorubano, Ijo quer dizer dança e Dudu quer dizer preto, negro.

Ijo Dudu (dança preta), danças nas aldeias africanas demostrando sua cultura negra.

Vindo para o Brasil, através dos escravos.

Miscigenando com as danças indígenas e europeias.

Dando origem a dança afro- brasileira, entre tantas, o “samba”.

– 1º Setor: Início da dança – África

No coração da África, se ouve um toque de tambor.

Nas aldeias, aliados a este som, a dança.

A dança africana originou-se como parte integral das  aldeias.

Todos os acontecimentos eram comemorados com danças: nascimento, morte, plantio. Nas colheitas eram em agradecimentos aos deuses pela colheita farta.

A dança afro veio trazida pelos negros escravizados para o Brasil, transportado pelo navio negreiro.

– 2º Setor: A dança afro no Brasil

Ao chegar ao Brasil, mesclou com danças e costumes indígenas e europeus.

O ritmo africano é rústico, agressivo, está estruturado sobre o próprio corpo humano.

Nas danças religiosas, cada orixá é homenageado através dos movimentos e características próprias.

As danças profanas ocorriam nos momentos de festas e nas senzalas.

O Zambê, o Lundu, o Congo e o Sêmba e muitos outras foram as danças trazidas pelos escravos.

A dança caracteriza-se pela desconcentração e espontaneidade pessoal do praticante sem compromisso de técnica ou estilo e sim o movimento que move.

– 3º Setor: Ijo Dudu (a dança negra) e suas ramificações

Entre as danças afro-brasileiras, citaremos algumas:

Jongo – É de origem africana, criada para facilitar a comunicação entre eles, para os senhores e capatazes não compreenderem o que falavam entre si.

Maracatu – No Recife, agrupamento de negros que desfilavam em festas religiosas.

Maculelê – Uma dança de guerra, criada na Bahia, jogo de bastão de 30 cm.

Afoxé – Criado na Bahia, é de cunho religioso, cantado na língua nagô.

Capoeira – Luta, dança, canto, música, era uma forma de conquistar a família da mulher desejada. Na senzala, servia para defesa pessoal. Muito usado no quilombo contra as tropas portuguesas.

Sêmba – Deu origem ao Samba, que nasceu nas casas das baianas, que residiam na localidade Pequena África, “Praça Onze”. Centralizada na casa de Tia Ciata, chamada capital da Pequena África.

O samba ramificou, criando várias vertentes, como samba de roda, bossa nova, pagode, samba-enredo e outros. Entrou no carnaval através dos entrudos e grupos de pessoas fantasiadas no início do século XX.

O samba perdura, modifica, contribuindo cada vez mais para música, dança e cultura brasileira.

*Agradecimento especial ao nosso colunista e diretor cultural da FBCERJ Júlio César Ferreira.

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