SÉRIE DE ENTREVISTAS: CARNAVALESCOS DA INTENDENTE

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CARNAVALESCOS DA INTENDENTE

Nome: Diangelo Fernandes

Carnavalesco da Unidos de Manguinhos

Profissão: Historiador e Analista 

Idade: 42 anos

Escola do Coração: GRES Acadêmicos do Engenho da Rainha

1. Como foi o seu início no Carnaval?

Comecei como componente da ala mirim no Engenho da Rainha.

2. Conte-nos a sua trajetória?

Em Dezembro de 2005 fui convidado pelo estilista Ronaldo de Souza para finalizar alguns trabalhos para o carnaval 2006 em seus ateliers tanto da Renascer de Jacarepaguá, como no da Flor da Mina do Andaraí. Onde fui apresentado ao grande Mestre Carlinhos Melodia.

Já para 2007 eu fiquei responsável pelo atelier de costura da Flor da Mina do Andaraí. Em 2008 fui convidado por Carlinhos Melodia para assumir o desenvolvimento do carnaval, e assim se deu início da minha carreira como carnavalesco conseguindo um glorioso 4° lugar, pois a escola vinha de um descenso problemático e tumultuado.

Para 2009 ainda na Flor da Mina desenvolvemos o enredo “Eu era feliz e não sabia”, conseguindo o vice-campeonato e assim a ascensão.

Em 2010 e como gosto de desafios fui convidado para assumir o carnaval no GRES Unidos de Manguinhos, onde fiquei até 2012, onde em dobradinhas também assumi em 2011 o GRES Vermelho e Branco de Cabo Frio e o Projeto do GRES Bola Preta de Sobradinho de Brasília em 2012.

A minha maior alegria foi em 2013 quando fui convidado para assumir o carnaval da minha amada Acadêmicos do Engenho da Rainha onde fiquei até o carnaval de 2017, mas sempre fazendo algumas dobradinhas; 2014 GRES Unidos de Manguinhos e GRCESM Petizes da Penha; 2015 GRES Unidos de Manguinhos; 2016/2017 GRCESM Petizes da Penha.

Já em 2018 fiz parte de um novo projeto de resgate do GRES Unidos de Manguinhos onde estou até hoje.

3. Cite-nos o(s) seu(s) ídolo(s) na função.

São tantos pois amo o carnaval e seus artistas, mas destaco os que influenciam na minha carreira Jaime Cezário, Rosa Magalhães e Alexandre Louzada.

4. Fale-nos do enredo da escola para 2020?

“Axé! A força de uma raça.” “Axé”, significa: “energia”, “poder”, “força” e “fé”… É uma saudação, um cumprimento onde desejamos coisas boas, vibração e ânimo ao próximo. A palavra “Axé” tem uma força sobrenatural, dependendo do momento que é pronunciada, a palavra pode ter a sua força sagrada ampliada.

Mas, o Axé significa representa também a própria casa de Candomblé em toda a sua plenitude, junto temos também a Yalaxé (Iyálàse), ou “Mãe do Axé” ou a pessoa responsável pelo zelo do Axé ou força da casa de Orixá.

Axé também é “Vida”. E tudo que tem vida tem origem, no Orí. Chamar a vida é chamar o Axé e as origens. “Axé” Força sagrada dos orixás, sobrenatural e místico que se revigoram, com as oferendas e sacrifícios ritualísticos…

“Axé” também é o conjunto de pedras, objetos metálicos, quartinhas de barro, plantas etc., no peji do candomblé ou nas imediações do barracão do terreiro, onde repousa essa força, empregada para sacramentar certas frases ditas entre o povo de santo, como por exemplo: Eu digo: – “Eu estou muito bem.” Outro responde: -“Axé!” Esse “axé” aí dito equivaleria ao “Amém” do Catolicismo (“que Deus permita”). – Os Orixás são Axé e Vida.

5. Quais são as suas expectativas para este carnaval?

A escola está numa crescente deste quando assumimos em 2018, estamos resgatando a comunidade, o nome e a força da Unidos de Manguinhos, e para 2020 não é diferente, estou muito confiante e muito feliz com o nosso “Axé”.

6. Qual será o ponto alto do seu desfile?

Quando a escola aceitou a definição do enredo e com a escolha de um grande samba, já acertamos em dois pontos altos do desfile, agora é continuar o desenvolvimento para sairmos do desfile com o dever cumprido.

7. Como está o barracão da escola (fantasias e alegoria(s))?

Os ateliers das fantasias já estão a todo vapor e para frente já começaremos as montagens das alegorias… O cronograma está sendo seguido como acordado em várias reuniões.

8. Como virá a escola, em relação a nº de alas, componentes, quantos setores serão o desfile?

Como falei a escola está numa crescente, nosso planejamento são 600 componentes em 16 alas entre técnicas e de enredo; divididas em 4 setores.

9. Um carnaval inesquecível?

2008 – CCES Flor da Mina do Andaraí. Enredo: “O sonho não vai sucumbir, sou quilombola da Costa do Sol, herança de Zumbi!”

10. Qual é o seu maior sonho?

Meu maior desejo, acho que é o de todo carnavalesco, é poder desenvolver na Sapucaí um trabalho na sua escola do coração, ou porque não na escola que temos grande carinho.

Eu já faço isso no GRCESM Petizes da Penha, mas ainda os holofotes não estão ligados para o grupo das escolas mirins.

11. Deixe-nos uma mensagem para a galera que acompanha o Carnaval da Intendente.

Vamos todos com muita paz e fé no coração, para a avenida onde o carnaval é do povo e para o povo, e no dia 23 de fevereiro na passagem da minha querida Unidos de Manguinhos, todos possam está vestidos de brancos e sacudindo suas bandeiras brancas, pedindo paz, união e contra a intolerância religiosa!

“Axé para todos nós”

Obrigado Diangelo Fernandes pela participação e ótimo Carnaval!

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