FBCERJ/GRUPO C – Confira a Sinopse da Unidos do Jardim do Amanhã

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CARNAVAL 2020

FBCERJ / GRUPO C

GRÊMIO RECREATIVO CULTURAL BLOCO CARNAVALESCO UNIDOS DO JARDIM DO AMANHÃ

Presidente – Edson Cesário “Pitimbu”

Ordem no Desfile – 1º Bloco de Enredo a desfilar

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Enredo: A MARCHINHA É NOSSA E NINGUÉM PODE NEGAR

Carnavalesco – Carlos Alberto

Vamos falar de uma época de grande lirismo e fantasia do carnaval do Rio de Janeiro. Época que nos traz saudade dos antigos carnavais, do pierrô, do arlequim, da colombina e dos amores efêmeros.

Recordaremos este período histórico do nosso carnaval, através das marchinhas de carnaval, aproveitando o momento em que se questionou a origem deste ritmo que é o maior patrimônio do carnaval carioca.

Este ritmo musical, popular, poético, contagiante tornou-se algumas canções uma crônica desta cidade, cantando em versos o cotidiano do nosso povo, criando-se até versos proverbiais. Só o Rio teve na composição das suas marchinhas nomes como Zé Keti, Chiquinha Gonzaga, Lamartine Babo, Noel Rosa, Haroldo Lobo, João de Barro (“Braguinha”) e outros mais.

Por isso afirmamos: a marchinha é do Rio, ninguém pode negar.

O primeiro baile carnavalesco que se tem notícia no Rio de Janeiro realizou-se em 22 de janeiro de 1840. O baile aconteceu no Hotel Itália, que ficava no antigo Largo do Rocio, hoje Praça Tiradentes.

Influenciados pelas notícias que chegavam da Europa, falando do sucesso dos grandes bailes de máscaras, especialmente os de Veneza que eram os mais frenéticos, os proprietários do homem procuraram imitá-los.

Nos bailes de outrora, antes do aparecimento da música carnavalesca, o canto e a dança nos salões era a polca, seguida do maxixe, do fado e de outros ritmos menos concorridos.

Em 1899, a carioca compositora e pianista popular Chiquinha Gonzaga compôs o “Abre Alas”, a primeira marcha carnavalesca de sucesso nos carnavais, com seus versos improvisados como cantigas de cordões.

A partir da década de 1930, surgiram no cenário do carnaval carioca grandes compositores de marchas carnavalescas como Lamartine Babo, Benedito Lacerda, Noel Rosa, Haroldo Lobo, João de Barro (“Braguinha”), Nássara e André Filho (autor de Cidade Maravilhosa), dentre outros mais.

A animação dos carnavais da época foram asseguradas, sobretudo pela execução continuada de cantigas populares, especialmente elaboradas para os tríduos de Momo, as denominadas músicas carnavalescas: marchas, frevos, sambas e etc. Os participantes traziam de cor as letras das músicas mais conhecidas e já popularizadas na fase pré carnavalesca.

Surgiram depois da metade da década de 1950 novos grandes compositores de marchas carnavalescas. Nomes como os de João Roberto Kelly, Miguel Gustavo, Zé Keti, Zé e Zilda e outros que contribuíram para popularizar mais ainda este ritmo.

E a marchinha, que nasceu nos embalos dos cordões e ranchos carnavalescos chegou ao apogeu e ganhou totalmente os carnavais de rua, fazendo sucesso nos blocos de sujo e nas batalhas de confetes.

Essa música especial desenvolvia-se num ciclo: começava a divulgar-se em bailes pré carnavalescos e através do cinema, das emissoras de rádio e televisão; era submetida a julgamento por comissões designadas pela secretaria de cultura da época, que classificava e premiava as melhores do ano em seus gêneros. As vencedoras caíam no agrado do público. Eram as mais cantadas e incorporavam o repertório de sucesso de vários carnavais.

Com o início dos anos 1970, começou o declínio da música carnavalesca. A falta de divulgação nas emissoras de rádio e televisão, o fim dos concursos, o desinteresse das gravadoras e o excesso na cobrança dos direitos autorais foram alguns dos motivos deste declínio.

De uns tempos para cá, vimos com muita alegria o retorno do carnaval de rua no Rio de Janeiro; consequentemente o retorno dos chamados “blocos de embalo” e das marchas de carnaval, com direito a concurso no Circo Voador.

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