Unidos da Vila Kennedy divulgou sua Sinopse

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GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA UNIDOS DA VILA KENNEDY

CARNAVAL 2022

ENREDO: “I HAVE A DREAM… E OS SONHOS DE LIBERDADE”

Presidente Administrativo: Paulinho Coelho

Vice-Presidente: Felipe David

Presidente de Honra: Andrey Araújo

Carnavalesco: Fábio Henriques

Baseado no discurso do grande líder do movimento dos direitos civis Martin Luther King, “I have a dream – Eu tenho um sonho.”

Assim, sonhamos também em sermos livres para fazer o que bem entendermos.

O objetivo do Tema será desenvolver a liberdade de expressão, nesse mundo do carnaval iremos expressar a liberdade, “Eu sou e posso todas as coisas.”

Identificamos com esse grande herói negro como exemplo de inspiração a resistência, esperança e progresso de liberdade em todas as nações.

Aqui, a nossa liberdade é negra!

Nossa comunidade com orgulho e determinação, apresenta com muita garra e luta pelos direitos de igualdade, é por isso que escolhemos esse tema que representa essa figura heroica que lutou pela liberdade e igualdade de todos nós.

Martin Luther King foi e será a voz da resistência, do negro para conquistar a liberdade de igualdade que sempre lutamos em conquistar, para que no futuro, possamos viver num mundo onde todos sejam iguais entre todos nós, queremos conquistar essa liberdade que também nos pertence.

O nosso símbolo da Vila Kennedy é a estátua da liberdade e, para esse ano do carnaval de 2022, ele será negro para honrar a todos aqueles que partiram lutando pelo direito de igualdade da nossa raça negra.

O discurso de Martin Luther King, “I Have a dream – Eu tenho um sonho.” é um discurso no qual, no final, o líder, herói pastor utilizava para a necessidade de união e coexistência harmoniosa entre negros e brancos no futuro.

I dreamed a dream – eu sonhei um sonho, e assim Martin Luther King sonhou, que nos dias de hoje, a vida matou o sonho que sonhei e na esperança deste enredo, buscamos o resgate e os direitos humanos, direitos igualitários que nos dias atuais estão perdidos.

Neste tempo, as máscaras caíram, os valores se perderam.

 

SINOPSE

Seria mais um dia como outro qualquer, porém uma manchete de jornal chamava a atenção em todo o mundo: “Morte de homem negro filmado com policial branco com joelhos em seu pescoço causa indignação nos EUA”. Era a tragédia, dessa vez vivida por George Floyd, que trazia à tona a maior onda de manifestações e protestos que os Estados Unidos já viu, desde 1968 após o assassinato do líder de direitos civis Martin Luther King.

Aqui no Brasil as coisas também estão bastante complicadas… Antes velado, agora explícito, o racismo atravessa, junto a tantos outros preconceitos, a vida do povo brasileiro. São inúmeros casos! Não precisamos procurar a fundo na memória a última vez que vimos uma matéria sobre: crianças inocentes perdendo a vida com balas perdidas, ou homens negros sendo julgados como bandidos, ou mulheres sendo oprimidas pelo machismo ou um LGBTQIA+ sendo assassinado por ser quem é. E teve aquele outro caso… e também aquele outro…. e aquele outro…

Em um mundo tão diverso e colorido a reação tem sido imediata! Milhares de pessoas ganharam as ruas cansadas de serem oprimidas, se unindo e empunhando suas vozes e diferentes bandeiras, se insurgindo na defesa dos direitos das mais diversas minorias, em um grito por liberdade.

Diariamente a polícia é a arma utilizada pelo governo para reprimir as minorias, seja em grandes manifestações ou nas batalhas do cotidiano, que acontecem nas cidades e em nossas comunidades. Nossos guerrilheiros desafiam o exército pela autonomia e liberdade de seu povo, por direitos iguais e mais oportunidades, porque as paredes, os bares, as armas e os guardas nunca podem cercar ou reprimir a ideia das pessoas. Você pode prender um revolucionário, mas você não pode por a revolução na prisão. Essas importantes lutas vem ampliando diferentes vozes, gerando expressivos avanços sociais e ajudando a salvar diversas vidas.

Esta busca por evolução e liberdade nos remete às origens, ao continente africano e sua multidiversidade de etnias. A Mãe-África, ou Mama, sempre embalou seus filhos com ideais de respeito e, muitas vezes, na dor mostrou seu valor.

Revivendo traços da história honramos os antepassados que por nós lutaram, padeceram, sofreram e morreram, mas em nenhum momento se calaram ou desacreditaram de sua luta. “Linda Anastácia sem mordaça é o novo símbolo da massa!”.

Liberdade, liberdade! Livres ecoam as vozes dessa raça que nos conta histórias de ancestralidade e de grandes heróis, uma verdadeira riqueza natural que deu grandes frutos para a humanidade, um deles foi Martin Luther King Jr… um grande sonhador!

Filho e neto de pastores da igreja batista, nasceu em Atlanta, nos Estados Unidos, em 1929 e seguiu seus passos pela vida religiosa. Desde jovem, Martin Luther King tinha a compreensão da situação de segregação social e racial em que viviam os negros de seu país.

Assim começou sua luta pelo reconhecimento dos direitos civis dos negros com métodos pacíficos inspirados em Mahatma Gandhi e na teoria da desobediência civil de Henry David Thoreau, os mesmos ideais que inspiraram a luta de Nelson Mandela contra o apartheid, na África do Sul.

Em 1963, liderou uma marcha sobre a capital Washington, que reuniu 250 mil pessoas, que culminou com seu importante discurso intitulado “I have a dream”, (em português: “Eu tenho um sonho”), onde descreve uma sociedade igualitária, onde brancos e negros possam viver harmoniosamente.

“Tenho um sonho que um dia essa nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais.” (Tradução livre do discurso “I have a dream”).

Um ano depois foi criada enfim a Lei dos Direitos Civis, que garantia a tão esperada igualdade entre negros e brancos. Neste mesmo ano, Martin Luther King recebeu o prêmio nobel da paz por seu empenho e luta contra a desigualdade racial.

Martin foi um grande ativista que lutou contra a discriminação racial e tomou-se um dos mais importantes líderes do movimento pelos direitos civis. Esta é uma luta que permanece até hoje, com novas chamas de igualdade que tem surgido para combater todos os tipos de preconceito.

É tempo de carnaval e de lembranças. E nada como um feriado para lembrar o que não pode ser esquecido! E, se “ninguém solta a mão de ninguém”, a Unidos da Vila Kennedy, com alegria, te convida a fazer parte dessa grande luta por liberdade e desfila toda a sua comunidade em homenagem a este grande homem!

Carnavalesco: Fábio Henriques

Roteirista: Elídio Fernandes

Atenção Compositores – Não teremos concurso de samba-enredo na Unidos da Vila Kennedy. A escola irá encomendar seu hino a seus compositores.

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