GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA ACADÊMICOS DO CUBANGO
Fundação: 17/12/1959 (64 anos)
Cores: Verde e Branco
Símbolo(s): Partenon, onde se encontram um livro aberto, uma pena em um tinteiro
Escola Madrinha: G. R. E. S. Império Serrano
Santo Padroeiro: São Lázaro
Bairro: Cubango, Niterói
Sede/Quadra: Rua Noronha Torrezão, 560, Cubango, Niterói, RJ
Barracão: Rio de Janeiro, RJ
Presidente Administrativo: Pablo Coutinho
Vice-Presidente: Anderson Rodrigues Leko
Presidente de Honra: Anderson Pipico
Presidente do Cultural: Tia Íris
Presidente do Conselho Deliberativo: Édson Pascoal Salles
Diretor de Eventos: Alexandre Vieira
Carnaval 2024
Grupo: Série Prata da Superliga
Ordem de Desfile: 10ª Escola a desfilar na Sexta-Feira, dia 16/02/2024, na Estrada Intendente Magalhães, Campinho, RJ
Enredo: “OS PÁSSAROS DA NOITE E O SEGREDO DAS CRIAÇÕES”
Sinopse:
Autores do Enredo: Comissão de Carnaval, formada por: Gabriel Haddad, Leonardo Bora, Thayssa Menezes, Joana D’Arc Prosperi, Theo Neves, Jovanna Souza, Rafael Gonçalves e Sophia Chueke
Carnavalescos: Comissão de Carnaval, formada por: Gabriel Haddad, Leonardo Bora, Thayssa Menezes, Joana D’Arc Prosperi, Th6o Neves, Jovanna Souza, Rafael Gonçalves e Sophia Chueke
Diretor de Carnaval:
Diretor de Harmonia:
Diretor de Barracão:
1º Casal de MS e PB: Wanderson Honório Silva e Aline Flores
2º Casal de MS e PB: Rodolfo Faria e Ana Carolina Dias
Coreógrafas da Comissão de Frente: Érika Souza e Sabrina Sant’Ana
Diretor da Ala de Passistas: Anderson Magalhães
Presidente da Ala das Baianas: Tia Preta
Presidente da Velha Guarda: Sr. Lincon Filho
Presidente da Ala de Compositores:
Bateria Ritmo Folgado
Mestre de Bateria: Felipe Bruno
Rainha de Bateria: Andreza Clemente
Rainha da Escola: Mariane Marinho “Mari”
Musa(s):
Responsável das Composições: Patrícia Ferreira
Assessoria de Imprensa: Lucas Ribeiro
Equipe de Marketing: Thainá Peniche
Repórter: Carlos Júnior
Assistente e Equipe de Comunicação: Raphael Rodrigues
Autores do Samba-Enredo: Robson Ramos, Gegê Fernandes, Anderson Lemos, Bello, Sérgio Careca, Thiago Meiners, Duda Tonton, Manolo, Fadico e Jr Fionda
Intérprete: Alexandre Simpatia
Cantor(es) de Apoio:
Iyami, deusa da criação / Da cabaça guardiã / Onde assento a minha fé
A força do aiyê de Odudua / Em seu ventre perpetua / A magia geledé
Ô, gira a saia, ô, veste a guia / O poder do povo preto aportou lá na Bahia
Foi balanço na calunga, proteção matriarcal / Irmandade originária, dinastia ancestral
Dobra o run, alabê, ô ô ô / O segredo dos axés, candomblés
É gira pra yabá / Iya, mamãe iya / Um brado forte pro sagrado preservar
Samba floresce no quintal de mãe baiana / Saberes em balaios, tabuleiros / Raiz de um eterno baobá
Vivem os ensinamentos de Tia Ciata / Ritos e batuques não se calam / Pra São Lázaro abençoar
E a minha bandeira em fio de conta / Trago oferendas, canto em seu louvor
Em verde e branco esse chão foi consagrado / Atotô, meu pai! Ajuberô
Cubango é fundamento / Terreiro de axé / Herdei de mãe preta força pra resistir
Cubango é firmamento, luz do meu axé / O samba reconstrói / Pra existir
História: O Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Cubango é uma escola de samba tradicional da cidade de Niterói, que desde os anos 80 participa do Carnaval Carioca. Sua sede localiza-se no bairro do Cubango.
Foi na antevéspera dos festejos natalinos de 1959, precisamente no dia 17 de dezembro, que nascia, na cidade de Niterói, a escola de samba Acadêmicos do Cubango.
Aproveitando-se do silenciar dos batuques da Império Serrão, que até aquele momento era a escola reduto dos sambistas dos morros do bairro do Cubango, foi que um grupo de bambas decidiram reascender a chama do samba criando uma nova agremiação carnavalesca. A Cubango, portanto, nasce de uma simbiose de sambistas dos morros São Luiz, Mangueirinha, Abacaxi e Serrão que ao romperem com o silêncio deixado pela Império Serrão criam uma escola de samba que fará sua história baseada nas tradições de sua comunidade. Assim sendo, seus dirigentes e componentes fizeram questão de conservar na Cubango aquilo que na linguagem do sambista é fundamental para uma escola de samba: o seu chão, ou seja, a sua comunidade.
São fundadores da Acadêmicos do Cubango: Ney Ferreira, Luiz Carlos Ferreira “Carlinhos Manga-Espada”, Dona Denetildes, Tia Lourdes, Mãe Luizinha, Sebastião B. Rosa e Onorio.
A verde e branco de Niterói procurou sempre manter na elaboração de seus carnavais a preservação e a afirmação de sua identidade como escola de comunidade, e isto passou sempre pela defesa e criação de enredos que expressam a cultura da mestiçagem brasileira. A própria denominação Cubango é um exemplo disto, pois tal palavra aparece como derivação “u-bang” da língua indígena, cujo significado seria “terras escondidas”; como também expressa o nome de um rio de Angola. Presume-se que os escravos vindos de Angola adaptaram o indígena “u-bang” para Cubango.
Os primeiros ensaios da Cubango foram realizados em um terreno de propriedade de José Figueiredo, o primeiro mecenas da verde e branco. Durante os anos de 1960 e 1970 a Cubango realizou seus ensaios nos clubes Fluminense e Fonseca até conseguir no final dos anos 70 definitivamente a sua quadra na Noronha Torrezão.
A participação da Cubango nos desfiles de Niterói começa em 1960 quando consolida o seu nome ganhando o tetra campeonato na Academia do Samba, uma espécie de segundo grupo do carnaval, com o enredo “Sonho das Esmeraldas”.
No carnaval de 1964 faz sua estreia entre as escolas do primeiro grupo, ganhando assim o nome de Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Cubango. Neste ano passou na avenida com o enredo “Maurício de Nassau”, conquistando o vice-campeonato.
Seu primeiro título na elite do carnaval de Niterói ocorreu em 1967 com um enredo muito em moda na época: “O Brasil pintado por Debret”. Mas foi em 1972 que ocorreu a grande consagração. Com um desfile impecável, a Cubango consagra o tema “Um rei Congo Sabará” como também o estilo de enredo afro, que passa a ser o mais preferido pela escola a partir daí.
Em 1975, a Cubango desfilou na Av. Amaral Peixoto com o enredo “Folclore: riqueza do Nordeste” sagrando-se campeã. Este campeonato foi o primeiro de uma sequência de cinco títulos. Em 1979, com o enredo “Afoxé”, a Cubango consolidou seu império no carnaval de Niterói. Na década 1970 foram sete títulos em dez disputados.
Afinal, foram quinze títulos de campeã niteroiense, cinco dos quais obtidos consecutivamente.
Os anos de 1980 foram marcados por uma transição importante na verde e branco. Em virtude de uma crise econômica e política que atingiu o carnaval de Niterói, a Cubango, prevendo o fim dos desfiles na cidade, que de fato ocorrera nos anos 90, enfrentou o desafio de desfilar na “Cidade Maravilhosa” junto com a Viradouro. As escolas de Niterói seguiriam caminho parecido com o que foi percorrido nos anos 70 pela até então desconhecida escola de Nilópolis, a Beija-Flor, que encantou o Rio de Janeiro e projetou aquele município para o mundo. Nos desfiles no Rio de Janeiro, a Cubango não demorou a afirmar sua posição de grande escola do carnaval. O início não foi fácil, a Cubango teve que passar por todos os grupos de acesso até atingir o Grupo A.
Em 1986, no seu primeiro ano no desfile carioca, a Cubango foi a campeã do grupo IV, adquirindo assim o direito de subir para o grupo III. Em 1988, com o enredo “Ave Bahia cheia de graça”, foi injustiçada. Toda a crítica especializada, incluindo a do jornal “O Globo”, foi unânime em afirmar ter sido a escola de Niterói a melhor a passar pelo melancólico desfile do Grupo III realizado na Av. Graça Aranha. A Cubango ficou em quarto lugar, não conseguindo acesso ao Grupo II.
Em 1992, com o enredo “Negro que te quero negro”, chegava ao Grupo I.
No carnaval de 2004, surpreendendo toda crítica que dava como certa sua descida para o Grupo B, alegando a limitação do enredo, a Cubango fez um desfile que sensibilizou grande parte da arquibancada da Sapucaí e a maioria dos jurados. Assim, a escola alcançou um honroso e surpreendente quinto lugar do Grupo A.
Em 2008, a Cubango acabou sendo rebaixada para o Grupo B (3ª divisão).
Para o carnaval 2009, a direção da escola optou em reeditar o enredo Afoxé, samba que deu o 10º título a escola, no carnaval de Niterói, com o título “Afoxé é Cortejo, é Ritual, é Festa, Afoxé é Carnaval”. E assim a escola retornou ao Grupo A, ao ser campeã junto com a Unidos de Padre Miguel.
Em 2010, com o enredo Os loucos da praia chamada saudade, de Milton Cunha, terminou na 9ª colocação.



