GRÊMIO RECREATIVO BLOCO CARNAVALESCO DO BARRIGA

ENREDO: OH! QUE SAUDADE DO MEU TEMPO DE GURI

PRESIDENTE: ANDRÉ LÚCIO SABINO “MIRANDA”

CARNAVALESCO: RAPHAEL LADEIRA

SINOPSE:

Oh! Que saudades que eu tenho

Da aurora da minha vida

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais!

(Cassimiro de Abreu)

Inspirado pelos versos do poeta, somos tomado por um forte sentimento de nostalgia, abrimos o baú da memória e recordamos com saudade de nosso tempo de criança, de quando éramos apenas um guri.

Oh! Como é bom ser criança outra vez, ver desperta encanta a nossa alma de Menino, pirralho, moleque, Garoto, fedelho, pivete, baixinho, erê, curumim, bacuri, pimpolho.

Simbora Molecada!!!, No tique-taque do tempo, viajar, em um mundo multicor, mergulhar nas reminiscências da nossa doce infância que ainda estão vivas em nossos corações, e com um leve sorriso no rosto, Sonhar! Deixar para trás a realidade, fazer de nossas lembranças um portal para a felicidade.

Vamos! Fechem os olhos, e deliciam-se nas lembrando das tardes na casa da vovó, do amor, carinho e cumplicidade que tínhamos, das guloseimas que ela preparava, não importando a hora do dia. Como era gostoso me lambuzar naquela fartura de doces, naquele reino de açúcar! Ah, que saudades da minha avó!

Que saudade, das cirandar, das brincadeiras de roda, dá alegria de ser criança, de sair por aí, livre como um petiz, “fazendo arte”, travessuras ao léu, do tempo que a vida era só brincadeira e que para brincar não tinha hora, das traquinagens pueril que ganha ares de grande aventura! Lembro-me navegando num barco de papel, empinando pipas pelo ar, acompanhando a suave dança do vento, do roda roda do iô-iô, joga joga do caxangá, gira gira do pião, do pula-pula num pé só na amarelinha riscada no chão, para ao céu chegar.

Oh!, quanta alegria sentia ao correr pelas ruas, sem me importar com asfalto quente, no zigue-zague atrás da bola, driblado carros e postes para marcar mais um gol de placa, imaginando ser um rei, um grande craque do futebol.

Quanta emoção sentia ao avançar uma nova casa naquele jogo de tabuleiro, no videogame, cada etapa um novo desafio, uma nova batalha, uma adrenalina maior, o sonho de uma nova conquista.

Não posso esquecer dos amigos imaginários, heróis fantásticos, saídos dos contos de fadas, que me levavam por mundos mágicos onde habitava fadas e duendes, Lembro também dos medos que tinha, dos mostro, bruxas e seres assustadores que minha mente infantil criava em seus devaneios ao longo da madrugada.

Lembro da magia de ver o circo, da alegria do palhaço, a beleza dos animais, a bravura dos domadores e o talento de toda trupe, ali tive a certeza que na vida existia sim um palácio encantado, um mundo de sonho e fantasia. No picadeiro a cada molecagem, aprendi que o que importa da vida e ser feliz.

Por fim me lembro com saudade das tradicionais festas juninas, das ruas tomadas pelas barraquinhas, das comidas típicas e do show das quadrilhas, da agitação que era o dia de São Cosme e Damião, nas ruas e nos terreiros. Não posso esquecer o carnaval, pois este sempre foi especial em minha vida, que saudade dos banhos de mar a fantasia, da magia e encantos dos antigos carnavais.

Então, novamente sou tomado pela mesma adrenalina da infância. O sorriso nostálgico agora é de alegria. A triste lágrima de saudade volta a ser de felicidade. Ao contrário do que disse o poeta, as paixões da aurora de nossas vidas, não ficaram estão perdidas no passado, elas estão aqui presente em nosso carnaval, na alegria do BARRIGA a desfilar!

Raphael Ladeira – Carnavalesco e Autor do Enredo