O Boi da Ilha do Governador, escola que desfila no grupo E, levará à Intendente Magalhães no Carnaval de 2017 um enredo comemorativo ao cinquentenário da marchinha Máscara Negra, intitulado: “Tanto Riso, oh, Quanta Alegria… São 50 anos de Máscara Negra”. A sinopse foi desenvolvida por José Carlos Lisboa, diretor Cultural da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, pesquisador e enredista, responsável por assessorar o carnavalesco Hernane Siqueira no desenvolvimento do tema. Hernane também conta com larga experiência no carnaval paulista, passando por escolas do porte de Acadêmicos do Tucuruvi e Unidos de Vila Maria.

O enredo, logo e sinopse foram apresentados em evento destinado à diretoria da agremiação. Em breve, a escola fará uma festa para apresentação da sinopse do enredo a comunidade e aos compositores.

A agremiação insulana, com este enredo, reconhece o valor desta grande obra e deseja enfatizar os 50 anos de sua criação, um marco no carnaval carioca.

Confira abaixo a Sinopse:

MÁSCARA NEGRA

(Zé Ketti/Hildebrando Matos)

Tanto riso, oh quanta alegria

Mais de mil palhaços no salão

Arlequim está chorando pelo amor da Colombina

No meio da multidão

Foi bom te ver outra vez

Tá fazendo um ano

Foi no carnaval que passou

Eu sou aquele pierrô

Que te abraçou

Que te beijou, meu amor

Na mesma máscara negra

Que esconde o teu rosto

Eu quero matar a saudade

Vou beijar-te agora

Não me leve a mal

Hoje é carnaval

TANTO RISO, OH QUANTA ALEGRIA… SÃO 50 ANOS DE MÁSCARA NEGRA!

Meu Rio está em festa… A avenida é pura emoção… Vamos falar do cinquentenário da marchinha mais carnavalesca que o mundo carnavalizado já viu… É ela: “Máscara Negra”!

A dupla Zé Keti e Hildebrando Matos se via encantada com personagens de um estilo teatral conhecido como Commedia dellArte, nascido na Itália do século XVI. Integrantes de uma trama cheia de sátira social, os três papéis representam serviçais envolvidos em um triângulo amoroso: Pierrô ama Colombina, que ama Arlequim, que, por sua vez, também deseja Colombina e ainda tinham os palhaços que atrapalhavam qualquer tipo de ação romântica do trio. Apresentadas nas ruas e praças das cidades italianas, as histórias encenadas ironizavam a vida e as armadilhas do amor. E foi com essa inspiração que nasceu a marcha-rancho “Máscara Negra”.

Ano de 1967. O carnaval carioca era alegria e pureza, as notas musicais invadiam salões e avenidas como se dançassem juntas aos foliões. E nessa profusão de cores e sons que Zé Keti se apresentou no Primeiro Concurso de Músicas para o carnaval, já na Candelária, a Mangueira fazia um desfile campeão com o “Mundo Encantado de Monteiro Lobato”. Mas no concurso a marcha vencedora era… “Máscara Negra”.

A música fez tanto sucesso que o ano seguinte, a General Electric contratou Zé Kéti para ser garoto propaganda de um lançamento de modelo de televisão. O nome do novo aparelho era “Máscara Negra”, por causa da tela mais escura, que realçava os efeitos do preto e branco da imagem. Posteriormente a “Rainha da Voz” – Dalva de Oliveira gravaria a marcha e cantaria lindamente para todo o Brasil.

Hoje o Boi da Ilha reconhece esta grande obra, que em seus 50 anos, jamais deixou de ser lembrada pelos saudosos de nosso carnaval. As máscaras negras que hoje mostramos, são símbolos de uma festa que se perpetuará, e assim:

O salão da Intendente está enfeitado

Os convidados já chegaram…

Confetes e serpentinas são lançados

A animação contagia…

Vamos cantar e sambar  minha gente…

 “Não me leve a mal, hoje é carnaval”

 Sinopse: José Carlos Lisboa

Carnavalesco: Hernane Siqueira