Quando começa o troca-troca dos astros na Sapucaí, lembramos dos astros que não brilham tanto no Universo do carnaval carioca, mas que tem um futuro promissor!

Todo ano é a mesma coisa, basta acabar o carnaval que os holofotes se voltam para a dança das cadeiras promovida pelos principais carnavalescos do Grupo Especial e da Série A. Mas para aqueles que acompanham o carnaval na Intendente Magalhães, muitas vezes a espera pode ser de meses até que venha a público as novas mudanças entre as escolas. O carnaval da Intendente geralmente define com um certo atraso em relação a Marquês de Sapucaí, por vários motivos, financeiros ou administrativos. Na Série B onde a disputa está cada vez mais acirrada pela única vaga, as coisas já estão acontecendo com maior rapidez, mas nos grupos abaixo ainda há uma certa morosidade para se pensar o carnaval do próximo ano. Então, como temos tempo para vermos para onde vai os astros da Intendente, vamos ver quem foram os carnavalescos que brilharam esse ano na Intendente Magalhães!

Começando na Série B, temos a atual campeã Unidos de Bangu com a elogiada dupla de carnavalescos Rodrigo Marques e Guilherme Diniz. Os dois já haviam mostrado um carnaval interessantíssimo no ano anterior na Difícil é o Nome, o desfile da Difícil foi tão bom que acabaram sendo chamados para a Unidos de Bangu, e agora repetiram o feito fazendo um desfile ainda melhor e subindo com a escola para a Série A. Uma pena que as escolas que tem subido para a Sapucaí não estejam levando seus carnavalescos, seria uma ótima forma de jogar luzes nesses profissionais e os manter afinados com a própria escola de samba onde estão.

Ainda na Série B não se pode deixar de fora o carnavalesco da Tradição, Leandro Valente arrebatou 3 prêmios Samba na Veia – melhor escola, melhor conjunto de fantasias e melhor Comissão de Frente, além de melhor bateria que não está ligado a ele. A Tradição fez o desfile mais conceitual da Série B e deixou o público na Intendente literalmente de boca aberta pela originalidade e força com que pisou na avenida. Palmas para Leandro Valente que foi um dos primeiros a definir o enredo e mostrou todo seu talento num desfile praticamente impecável.

Na Série C a Lins Imperial levou um trio de carnavalescos composto por Eduardo Minucci, Thiago Ribeiro e Flavio Mello. O desfile sobre Monarco foi elogiadíssimo pela imprensa que cobre o carnaval na Intendente e além do vice-campeonato a escola arrebatou dois prêmios Samba na Veia – melhor escola e melhor conjunto de fantasias – mérito da comunidade e do trio que deu certo trabalhando junto. Monarco com certeza está feliz com a homenagem e com o resultado.

Também na Série C temos que ressaltar o bom trabalho feito na Unidos de Lucas pelo carnavalesco Walter Guilherme, a escola ganhou o Samba na Veia de melhor enredo (com texto escrito por Bianca Behrends e Gabriel Mello da Comissão de Carnaval da Beija-Flor) e apesar da quarta colocação, mostrou a que veio num bonito trabalho realizado pelo carnavalesco.

Na Série D a grande surpresa foi a Império da Uva, campeoníssima e com três prêmios Samba na Veia –  melhor escola, melhor alegoria e melhor conjunto de fantasias. O carnavalesco Miro Freitas tem motivos de sobra para comemorar, a escola de Nova Iguaçu talvez tenha sido a única de todos os grupos que desfilam na Intendente que não deixou dúvidas no resultado, merecia ser campeã e foi aclamada! No mesmo grupo ainda é preciso ressaltar o trabalho de Sandro Gomes na Difícil é o Nome, tendo a “difícil” missão de substituir a dupla de carnavalescos campeã desse ano na Série B, acabou ganhando dois prêmios Samba na Veia, o de melhor enredo que contava a história da quadrilha do Sampaio (talvez o enredo mais original desse ano na Intendente) e o de samba-enredo (ah, mais esse foi pros compositores) mas sem o texto-mestre do carnavalesco não tem samba-enredo certo?

E por fim vamos a Série E, onde uma Império Ricardense entrou com um luxo difícil de se ver até mesmo na Série B e levou além do título, três prêmios Samba na Veia – melhor escola, melhor alegoria e melhor comissão de frente – palmas para a dupla de carnavalescos Arilton Smith e Fabio Giampietro, que imprimiram uma Império Ricardense com pinta de Imperatriz Leopoldinense a época de Rosa Magalhães.

E para finalizar vamos ao rolo-compressor da Série E, o Embalo Carioca, a escola com o melhor chão do seu grupo, além de levar o Samba na Veia de melhor samba-enredo (cantado a plenos pulmões por seus integrantes) também arrebatou o de melhor conjunto de fantasias, mérito do carnavalesco Vinicius Carr que soube moldar fantasias originais para contar a história do Império Serrano, não levou a taça mas arrebatou os corações.

E que as agremiações se antecipem para buscá-los, pois o carnaval 2018 já está batendo em suas portas…

Redação Samba na Intendente