O G. R. E. S. Mocidade Unida da Cidade de Deus, presidido por José Carlos Melo, irá reeditar o belíssimo samba-enredo de 1996. Apesar do samba lindo da agremiação, o Carnaval de 1996 foi marcado por um dos momentos mais tristes vividos na Marquês de Sapucaí.
Em fevereiro de 1996 temporais atingiram a cidade do Rio de Janeiro e o bairro de Jacarepaguá foi um dos mais atingidos. As fortes chuvas causaram a morte de quase 40 componentes da agremiação Mocidade Unida de Jacarepaguá e destruíram as fantasias e alegorias da escola.
A Mocidade Unida de Jacarepaguá desfilou sobre protesto e de luto no Grupo B. A escola passou pela Sapucaí com apenas 100 pessoas e um componente tocando surdo e com faixas retratando a dor e o sofrimento da comunidade. Foi a última vez em que a escola desfilou no Sambódromo.
A partir de 2012 a Mocidade Unida de Jacarepaguá passou a se chamar Mocidade Unida da Cidade de Deus.

Crédito: Revista Manchete
A azul e branca da Zona Oeste havia anunciado o enredo “SONHOS, HISTÓRIAS, ARTE E MAGIA, DAS ORIGENS À FOLIA: JACAREPAGUÁ, MAIS DE QUATRO SÉCULOS…”, sobre os 424 anos do bairro de Jacarepaguá, mas voltou atrás e resolveu reeditar o enredo de 1996.
Carnaval 2019
Enredo: Quilombo dos Palmares, um Paraíso Negro
(Reedição de 1996)
Samba Enredo
Autores do Samba: Santos Melodia, Francks Santos e Mário Flor
Hoje eu vou que vou
Me embriagar de emoção
Lembrar os personagens
Que marcaram a rebelião
Encho o meu peito
De orgulho e euforia
Tristeza nunca cova rdia
Nos mucambos têm magia, felicidade
Palmares, cenário da Mocidade
Ganga Zumba
Foi à voz da libertação
Entre tantos devaneios
Clamava o fim da discriminação
Pecuária, agricultura
Extrativismo tão marcante
Brilha a luz dos orixás
Religiosidade fascinante
Batam palmas, vamos sorrir
São três séculos
Vivo o imortal Zumbi
Vem que hoje é festa, amor
Alegria não tem cor
Liberdade clara cor do sol
Negro rei do carnaval
Ele canta e dança, sem dor
Esquecendo as marcas que o feitor deixou
O meu coração não vai resistir
Explode a raça na Sapucaí
