Confira a Sinopse da Unidos do Jacarezinho para o Carnaval 2025

Publicado por

G. R. E. S. Unidos do Jacarezinho

Carnaval 2025

Enredo: “EUREKA! E SE FEZ A LUZ!”

JUSTIFICATIVA

Mergulhando na busca de uma grande ideia, foi necessário destrancar as portas do passado e abrir as gavetas da memória. Como num passe de mágica… EUREKA! E SE FEZ A LUZ!

De um sonho genial, para as páginas encantadas do livro chamado carnaval, a Unidos do Jacarezinho traz a luz e as suas infinitas potencialidades. Passando pela história, acompanhando o homem em sua conexão com os fenômenos da natureza, a evolução científica, criatividade e espiritualidade.

No pavilhão rosa e branco tem a força de uma comunidade brilhante. É a alegria de cada componente, cantando e brincando na avenida, que vai conduzir a Unidos do Jacarezinho de volta à Marquês de Sapucaí. Ter luz é viver, resistir, transformar e evoluir.

 

SINOPSE

A luz é simplesmente encanto e poesia: existe tanto no mundo material, quanto no universo intangível da criatividade, do inconsciente, da imaginação e da espiritualidade.

Atravessa o espaço infinito e o tempo, conecta mundos distantes e leva a vida.

Deslumbrado com a natureza, o homem se debruça na janela do tempo e contempla a generosidade da luz do Criador.

O infinito céu, a lua e o brilho das estrelas rompendo a escuridão.

O resplendor do Sol magnetiza os planetas que dançam ao seu redor, levando a esperança de um novo amanhecer.

Na Grécia antiga, a luz e a força do raio despertavam tanto encanto quanto medo.

A reverência a Zeus levou o homem a adorá-lo, erguendo templos, fundando reinos, onde seus súditos encantados cultuavam a beleza do clarão luminoso que cruzava o firmamento.

Do sacrifício e compaixão de Prometeu, o fogo foi dado à humanidade como um presente sagrado.

Fogo é coragem, movimento, transformação!

O homem, que vivia nas trevas, acendeu suas fogueiras, abandonou as cavernas, aqueceu lares e ergueu cidades colossais.

Há mais de dois milênios, a luz foi domesticada pelo Império Romano na forma de uma vela. Fé! Esperança… Paz?

Com o tempo, o fascínio guiou a outras invenções: candeeiros, lamparinas, lampiões.

A luz se fez onipresente em todas as almas, inspirando os olhos de artistas, aquecendo as paixões de profetas e inventores.

“Eureka!” Esse grito simboliza a euforia e a alegria da descoberta.

Na busca incessante pelo novo, o espírito se regozija quando a luz alcança o que estava encoberto.

Isaac Newton desvendou que a luz branca continha todas as cores do arco-íris. Anos mais tarde, o cientista James Maxwell entendeu que ela era uma forma de onda eletromagnética. Curioso, Benjamin Franklin, durante uma tempestade, empinou uma pipa ligada a uma chave e descobriu que os raios são uma fonte de energia elétrica de grande intensidade.

A escuridão é a matéria-prima da luz!

Até mesmo o mais rude metal, quando aquecido, é capaz de gerar radiação luminosa. Da forma bruta tirada das entranhas da terra e fiada como singela teia, surge a primeira lâmpada incandescente, pelas mãos de Thomas Edison. A eletricidade criou incontáveis possibilidades, prosperou, despertou sonhos, se generalizou, cruzou oceanos.

No Brasil imperial, D. Pedro II começou a iluminar as ruas do Rio de Janeiro. Era o lampejo do progresso na longa noite de uma nação. No Brasil imperial, D. Pedro II começou a iluminar as ruas do Rio de Janeiro. Era o lampejo do progresso na longa noite de uma nação.

Os anos se passaram e a luz da liberdade, deu fim ao pesadelo sombrio da escravidão.

As senzalas foram abertas, os pretos acenderam a fagulha da esperança e subiram o morro escurecido à margem da sociedade, procurando por um lar.

Pouco depois, a penumbra dessa morada foi escolhida para fabricar luz. E neste momento se instala a empresa General Electric perpetuando o legado de Thomas Edison. Das fornalhas da comunidade nascente do Jacarezinho, saíram as lâmpadas que iluminaram desde casas humildes de todo o Brasil, até maravilhas como o Cristo Redentor e o Maracanã. Famílias que se encontraram, braços abertos sobre a Guanabara e um grito de gol!

A força do trabalho transformou o morro que um dia foi quilombo, onde dormem e renascem negros e sonhos.

A comunidade cresceu e tomou forma à sombra daquela indústria. Um uniforme que representa emprego, educação, saúde, cidadania e dignidade.

O tempo passou, e tudo o que morre se transforma.

No apagar das luzes, as máquinas daquela fábrica ficaram obsoletas e seus portões se fecharam. Nesse mesmo chão, novas possibilidades, novos sonhos e, com eles, o brilho de neon em cada olhar, em cada alma se acende.

Entre os becos e vielas do Jacarezinho, anjos encarnados, entre pandeiros e terreiros, teceram os rumos da comunidade.

Tia Dorinha acendeu os altares, resgatando a memória e o amor à ancestralidade. Fazia a gira com o pé no chão e a vela acessa na mão, pedindo proteção para os que são atacados pela intolerância.

Confiou em serem iluminados pela fé, nos santos, nas guias penduradas nos pescoços, nas entidades, nos Orixás. Acolheu os que sentiam dor, respeitou os que sentiam diferente, norteou os que sentiam o Além.

Jacarezinho: a favela mais preta do Brasil também sempre foi a mais iluminada!

Chegou a hora de brilhar na avenida com a força, alegria e samba no pé.

O chão desta comunidade está na elegância do mestre sala, no sorriso da porta-bandeira, na euforia das crianças, no balanço da bateria Show Mil, na sabedoria da velha guarda e no legado perpetuado pelas tias baianas, e deixado como herança para as futuras gerações, nestes cinquenta e oito anos da Unidos do Jacarezinho!

No coração de cada componente, tem uma chama acesa e ardente: é o sonho e a ilusão pulsando lado a lado.

E chegou a nossa hora, depende só de nós!

Vamos soltar o grito preso na garganta!

É hora de pisar forte na Intendente e transformar a prata em ouro reluzente!

Quem viver, verá!

Carnavalesco: Carlos Eduardo

Pesquisa, desenvolvimento e enredo: João Gabriel, Carlos Eduardo e Jeferson Pedro

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