ENREDO: ASSIM COMO BRILHA O SOL PARA O NOVO DIA, VAZ LOBO NAS ASAS DA FÊNIX RENASCE SOBRE AS CINZAS DA FOLIA

JUSTIFICATIVA

Após um negativo desfile no ano de 2016, o G. R. E. S. UNIÃO DE VAZ LOBO, baseando-se nas mitologias que contam a história de um pássaro de fogo chamado “FÊNIX”, se ergue e monta seu carnaval para o ano de 2017. A ave que tem o poder de renascer assim que morre através de suas próprias chamas e fazer surgir uma nova FÊNIX, levará a bandeira da UNIÃO DE VAZ LOBO aos céus de encontro ao sol que também será louvado e cantado na Intendente Magalhães, pois, o astro tem seu brilho tão intenso quanto à ave e para os povos antigos, a fênix simbolizava o sol que a cada fim de tarde se incendeia, morre e renasce sob um novo amanhecer.

E sob este novo amanhecer irão cintilar as cores da nossa bandeira, entre as reais plumas da ave de fogo, assim como brilha o sol e faz reluzir o brasão da UNIÃO DE VAZ LOBO intensamente no reino da folia, fazendo-a ressurgir das cinzas como dizia o título do seu carnaval de 1981 “Ressurgindo das cinzas”, levando à avenida um mágico, mitológico e fantástico carnaval unindo ao novo, para que suas chamas não se apaguem jamais e mostrar que também é uma das escolas pioneiras, trazendo ainda “ZÉ KETI E VILMA NASCIMENTO” e figuras que eternizaram seu nome e que com certeza ajudarão a ascender à luz solar que brilha no interior de seu pavilhão.

… Voe pássaro de fogo em direção ao reino do sol e deslumbre o nosso carnaval!

SINOPSE

Contam que o carnaval nasceu entre os povos antigos e seus mitos…

Sendo assim, serão nas páginas da mitologia que cantaremos e desfilaremos nosso carnaval que renascerá das cinzas de uma folia, que banhada pelos primeiros raios do sol fará renascer um pássaro sagrado, a fênix que se reerguerá majestosamente e levará em seu esplendor o nosso pavilhão a viajar pelos caminhos do sol, em suas asas de poesias encontrando seres imaginários e reais que fará tudo ter sentido e ter mais cor como as douradas cores da folia.

O astro rei surge no céu timidamente e nos faz despertar em busca de novos horizontes, assim chegamos ao antigo Egito e através de suas areis sagradas desvendamos o mito da fênix, pássaro este que será nosso símbolo maior em busca da consagração.

Associada ao culto de RÁ o Deus-Sol, contam os manuscritos sagrados do Deus Thot, que ao morrer o pássaro era devorado pelas próprias chamas, ressurgindo delas uma nova fênix, que juntava suas próprias cinzas e conduzia ao altar do Deus solar, que se situava na cidade do sol, Heliópolis. Ali ela se tornou símbolo da imortalidade e revive sempre nas imaginações como símbolo da esperança, persistência e transformação, símbolo da vitória da vida! Ainda nas páginas da antiguidade voamos até a Grécia; e ali agraciados pela beleza de um lindo alvorecer a deusa aurora abre os portões dos céus e no infinito azul podemos ver surgir Apollo o Deus do sol a tocar sua lira e fazer brincar ninfas e sátiras como em um desfile de carnaval. Emanados por seu brilho e magnitude, eles seguem como um cortejo feliz e vibrante ao calor que emana do suave ser que é Apollo. A ave mágica era quem abria os caminhos para a carruagem de Apollo que ainda era puxada por magníficos cavalos e divinais cisnes brancos. Os antigos gregos contavam que a ave fênix era o próprio sol que se incendiava e morria no fim do dia e ressurgia num novo amanhecer, aquecendo os dias de verão.

As cores de um lindo dia que traz o sol, também são as mesmas cores que pintam e cintilam as plumas reais deste pássaro de fogo que nos trará forças para alçar voo em busca de um lindo desfile de carnaval, pois, no que se encontrou e misturou o dourado flamejante desses dois seres, deu forma para diversos poetas assim como Zé Kéti e todo cortejo de dourados foliões engalanados em plumas da fênix e trajados em fantasias que farão reluzir o brilho do sol!

E entre palhaços, pierrôs e colombinas reluzirá magia, pois, se em um último desfile a cor que pintou foi de tristeza, a alegria do “nobre” folião hoje ela será dourada, rosa, amarela, laranja, azul, cores que se misturam e ficam ricas, coloridas, bronzeadas, douradas e flamejantes.

É hora de levantar voo Vaz Lobo e levar para o resto do mundo o calor e o brilho do sol e orgulho de ser uma das pioneiras do carnaval.

É hora de retornar ao mundo do samba majestosa e soberana como a coroa dourada das grandes majestades.

É hora de girar a bandeira azul, rosa e branco de nosso pavilhão, sacudir a poeira e dar a volta por cima como dizia Gonzaguinha um de teus dourados filhos!

É chegada a hora de mostrar seu brilho! Convidar o povo nas ruas para um grande desfile, soprando para bem longe as cinzas e poeiras da Intendente Magalhães e renascendo para o sol de um novo dia!

Davi Gbanna

Referências:

Santana, Ana Lucia. Mito da Fênix

Jones, Peter. Revista Histórica BBC ano1

Seganfredo, Carmem. As 100 Melhores Histórias da Mitologia. Brasil, Ed. LePM, 2013