Acadêmicos do Engenho da Rainha divulgou sua Sinopse para 2020

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DE ROLIÚDE AO SERTÃO – LUZ, CÂMERA, AÇÃO!

APRESENTAÇÃO

O GRES. Acadêmicos do Engenho da Rainha se inspira na Academia de Artes e Ciências
Cinematográficas de Hollywood para criar o tema do seu carnaval.

Mas pra “terra do sol” e da batucada, baiana nenhuma volta americanizada. Com a gente, gringo não se cria! Do samba, somos a Primeira Academia e vamos celebrar o cinema nacional, que busca nos tipos sertanejos a inspiração para criar personagens imortais e na cultura nordestina as referências para roteiros merecedores do Oscar!

Já comprou o seu ingresso? Então pode chegar!

No escurinho do cinema, o lanterninha vai levar-lhe ao seu lugar.

Pegue sua pipoca e desligue o seu celular.

No Cine Engenho da Rainha, a sessão vai começar!

 

JUSTIFICATIVA

Em 1953, a Companhia Cinematográfica Vera Cruz lançou o filme O Cangaceiro, que acabou se tornando a primeira película brasileira a conquistar o mundo. Em preto e branco, a história do amor impossível do bandoleiro Teodoro pela professorinha Olívia, sequestrada pelo chefe dos cangaceiros, Capitão Galdino, foi exibida nas telas dos cinemas de mais de 80 países! Conquistou o Prêmio de Melhor Filme de Aventura e Menção Especial para Música no Festival de Cinema de Cannes, projetando a canção “Mulher Rendeira” para o mundo inteiro.

Iniciava-se, assim, o período que se chama de “Ciclo do Cangaço no Cinema Brasileiro”, durante os anos 1950 e 1960. As histórias dos conflitos entre “macacos” e cangaceiros ambientadas na aridez da caatinga serviam de inspiração para roteiros de ação, surgindo um tipo de filme de faroeste à brasileira. Neste período, destaca-se Deus e o Diabo na Terra do Sol, considerado pelos críticos de cinema como o melhor filme brasileiro de todos os tempos!

O sucesso dos filmes ambientados no sertão nordestino foi tamanho, que a pequena cidade de Cabaceiras, no interior da Paraíba, ganhou o título de “Roliúde Nordestina”, por ter abrigado as filmagens de mais de 30 filmes, dentre eles Auto da Compadecida. A cidade tem como principal fonte de renda o turismo, baseado no acervo do Memorial Cinematográfico e na Festa do Bode Rei, com duração de 3 dias e que tem como auge a coroação de um bode.

O cenário da caatinga realmente é perfeito para certas histórias de ação… Mas não era esse o único motivo do sucesso dos filmes ambientados no Nordeste. Lá, a terra é seca, mas a cultura é fértil! Se a miséria, a fé e o cangaço são temas recorrentes quando se retrata o Nordeste no cinema, é porque, apesar de todas as circunstâncias adversas, aquela gente sofrida sempre foi capaz de criar tanta coisa bonita… Das mãos dos artesãos e das rendeiras, da voz dos repentistas, das rimas dos autores de cordel, do toque dos sanfoneiros, a cultura nordestina explode em formas, cores e sons!

“O sertanejo é, antes de tudo”, um artista! E quando deixa sua terra natal, o retirante leva consigo essa bagagem cultural, que exporta para todo o Brasil.

O Morro do Engenho desde sempre recebeu de braços abertos muitos migrantes do Nordeste do Brasil. E assim, absorveu toda essa riqueza cultural que mostra hoje em seu carnaval.

Luz, câmera, ação! Capitão Galdino, Antônio Conselheiro, Zé do Burro, Dona Flor, Corisco e Antônio das Mortes, Lisbela e Leléu, João Grilo, Chicó e tantos outros personagens inesquecíveis desfilam esta noite no tapete vermelho e conquistam todos os prêmios da primeira Academia!

 

SINOPSE DO ENREDO

Olê, muié rendeira,

A luz já se apagô

Me ensina a namorá

Que a sessão vai começá!

Do litoral à caatinga

Vejo um cenário perfeito:

Faroeste nordestino

Pra gringo nenhum botar defeito.

“Ó paí ó”! Quem vem lá é “O Cangaceiro”

Dizendo que “na terra do Sol”,

“Deus é brasileiro”

E o diabo tem vez, não…

Vai ter bangue-bangue no sertão!

Valei-me Padim Ciço,

Vixe Maria “Compadecida”,

Livrai-nos do “dragão da maldade”,

Advogados dessa gente sofrida.

“Vidas secas”, mas valente

Terra do cabra-macho “Lamarca”,

Que lutou pra defender nossa gente.

Mas também tem bode covarde…

Uns “amarelo manga”, vejam só,

Feito João Grilo e Chicó!

Bonita qual Maria de “Lampião”,

“Lisbela”, pago promessas pelo seu amor…

Sou prisioneiro do seu coração,

eu juro!

Mas vou casar com “Dona Flor”

E passar a lua-de-mel

lá na “Praia do Futuro”.

Na “Roliúde Nordestina”

Não tem só histórias do cangaço.

De vermelho, azul e branco

Comemorei um golaço!

Salve Fortaleza, “meu tricolor de aço”!

Relembrando essas histórias

Exibidas no mundo inteiro,

Afirmo: “é tudo verdade”!

E abro o meu livro de memórias:

Um dia cheguei ao Rio de Janeiro,

Eu, retirante que sou,

Paraíba, sim, sinhô!

Na “Central do Brasil” embarquei,

Com sodade da minha terrinha,

Mas um novo lar encontrei

Na Estação Engenho da Rainha.

Senhoras e senhores espectadores,

Chegou a hora de um feliz final!

Toque o fole, sanfoneiro!

Tira onda, batuqueiro!

“Eu, tu, eles”, vamos todos forró-sambar!

Baianas, cabrochas e ritmistas,

Partideiros e repentistas,

No tapete vermelho e branco

Fazem um grande musical!

Aplaudido pelo público,

Premiado pela crítica,

Num desfile triunfal

Desce o Morro do Engenho:

Na primeira Academia,

Todo filme sempre acaba em CARNAVAL!

Autor: Leo Jesus (Carnavalesco)

 

FILMOGRAFIA

AMARELO MANGA. Direção de Cláudio de Assis, 2002.

A MORTE COMANDA O CANGAÇO. Direção de Carlos Coimbra e Walter Guimarães Motta, 1960.

ASSALTO AO BANCO CENTRAL. Direção de Marcos Paulo, 2011.

CAPITÃES DA AREIA. Direção de Cecília Amado e Guy Gonçalves, 2011.

CENTRAL DO BRASIL. Direção de Walter Salles Júnior, 1998.

CIDADE BAIXA. Direção de Sérgio Machado, 2005.

CINE HOLLIÚDY. Direção de Halder Gomes, 2013.

CORISCO, O DIABO LOIRO. Direção de Carlos Coimbra, 1969.

DEUS É BRASILEIRO. Direção de Carlos Diegues, 2003.

DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL. Direção de Glauber Rocha, 1964.

DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS. Direção de Bruno Barreto, 1976.

É TUDO VERDADE – UM FILME INACABADO DE ORSON WELLES (It’s All True: Based on an Unfinished Film by Orson Welles). Direção de Richard Wilson, Bill Krohn e Myron Meisel, 1993.

EU, TU, ELES. Direção de Andrucha Waddington, 2000.

GONZAGA – DE PAI PRA FILHO. Direção de Breno Silveira, 2012.

GRANDE SERTÃO. Direção de Geraldo Santos Pereira e Renato Santos Pereira, 1965.

GUERRA DE CANUDOS. Direção de Sérgio Rezende, 1997.

LAMARCA. Direção de Sérgio Rezende, 1994.

LAMPIÃO, O REI DO CANGAÇO. Direção de Carlos Coimbra, 1964.

LISBELA E O PRISIONEIRO. Direção de Guel Arraes, 2003.

MARIA BONITA, RAINHA DO CANGAÇO. Direção de Miguel Borges, 1968.

MEU TRICOLOR DE AÇO. Direção de Glauber Filho, Tibico Brasil e Valdo Siqueira, 2003.

O AUTO DA COMPADECIDA. Direção de Guel Arraes, 2000.

O CANGACEIRO. Direção de Lima Barreto, 1953.

O DRAGÃO DA MALDADE CONTRA O SANTO GUERREIRO. Direção de Glauber Rocha, 1969.

O PAGADOR DE PROMESSAS. Direção de Anselmo Duarte, 1962.

Ó PAÍ, Ó. Direção de Monique Gardenberg, 2007.

O PRIMO DO CANGACEIRO. Direção de Mário Brasini, 1955.

OS TRÊS CANGACEIROS. Direção de Victor Lima, 1959.

PADRE CÍCERO: OS MILAGRES DE JUAZEIRO. Direção de Hélder Martins de Moraes, 1975.

PRAIA DO FUTURO. Direção de Karim Ainouz, 2014.

QUINCAS BERRO D’ÁGUA. Direção de Sérgio Machado, 2010.

VIDAS SECAS. Direção de Nelson Pereira dos Santos, 1963.

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