Grêmio Recreativo Escola de Samba Bangay
Carnaval 2024
ENREDO: ATLÂNTIDA – A LENDÁRIA ILHA E O REINO PERDIDO
AUTOR (ES) DA SINOPSE DO ENREDO:
Saulo Saude – Carnavalesco
ELABORADOR (ES) DO ROTEIRO DO DESFILE:
Direção de Carnaval e Equipe Carnavalesca
HISTÓRICO – SINOPSE DO ENREDO
“Eu ouvi meu avô contar essa história, a qual ouvira de Sólon, o célebre filósofo”, disse Crítias nos diálogos de Timeu, escritos por Platão. Pois foi exatamente um dos mais influentes filósofos gregos, Platão (427-347 a.C.), que teria obtido, em uma visita ao Egito, o conhecimento sobre a existência e a destruição de Atlântida, ocorrida mais de 9 mil anos antes de seu tempo. “Há um manuscrito com o relato de uma guerra lavrada entre atenienses e uma poderosa nação que habitava uma ilha de grandes dimensões situada no oceano Atlântico. Nas proximidades dela, existiam outras e, mais além, no extremo do oceano, um grande continente. A ilha chamava-se Posseidonis ou Atlântida e era governada pelos reis aos quais também pertenciam as ilhas próximas, assim como a Líbia e os países que cercam o mar Tirreno”, contam os sacerdotes egípcios ao filósofo Sólon no diálogo de Timeu.”
A GRES Bangay, vai trazer na avenida no carnaval 2024, o mito de Atlântida, que tem sua origem nos escritos de Platão, no século IV a.C. Trata-se de uma lendária civilização marcada por seu grande poderio e riquezas. A história é enquadrada em uma suposta tradição egípcia. O legislador ateniense Sólon teria ouvido sobre Atlântida quando visitou o Egito.
Na chamada Era do Bronze, Atlântica foi um complexo cultural e moderno, compreendido no período entre 1300 a.C.-700 a.C. aproximadamente. Este complexo cultural incluía diferentes culturas Ibéricas, das Ilhas Britânicas e do Atlântico Francês.
Criada por Poseidon que se apaixonou por Cleito, filha de Evenor e Leucippe, lhe deu cinco pares de gêmeos. O mais velho deles, Atlas, foi considerado o rei legítimo de toda a ilha e do oceano (chamado Oceano Atlântico em sua homenagem) e recebeu a montanha de seu nascimento e a área circundante como seu feudo . O gêmeo de Atlas, Gadeirus, ou Eumelus em grego, recebeu a extremidade da ilha em direção aos pilares de Hércules. Os outros quatro pares de gêmeos – Ampheres e Evaemon, Mneseus e Autochthon , Elasippus e Mestor, e Azaes e Diaprepes – também receberam “domínio sobre muitos homens e um grande território”.
Poseidon era um dos mais importantes deuses presentes na religiosidade dos gregos antigos. Os gregos o consideravam o deus dos mares e dos rios e responsável por terremotos, enchentes e tempestades. Era o patrono dos marinheiros e dos cavalos, ele construiu uma cidade ideal. Os mitos gregos contam que no centro de Atlântida havia um grande templo em homenagem a Poseidon, e as paredes do Templo de Poseídon e Cleito eram feitas de oricalco, assim como alguns pilares, os rituais religiosos dos atlantes eram marcados por práticas como orações, preces e sacrifícios de touros.
Atlântida era governada pelo rei Atlas que era casado com Pleione, com a qual teve sete filhas conhecidas como Plêiades: Alcíone, Maia, Electra, Mérope, Taigete, Celeno e Astérope. Quando Pleione estava passeando pela Beócia com suas sete filhas, foi perseguida pelo caçador Órion, por sete anos Zeus, com pena delas, apontou um caminho até as estrelas, e elas formaram a cauda da constelação do Touro.
O ouro, outros metais e pedras preciosas eram abundantes. Entre eles o oricalco que era considerado muito valioso, depois apenas do ouro. Teria sido achado e explorado em muitos lugares da Atlântida pode ser uma liga de ouro/cobre, cobre/estanho, ou cobre/zinco/latão. Outra possível interpretação, relativa ao Oricalco, baseia-se na derivação da palavra hebraica “or, aur” que significa “luz, fogo, flama”. Observe-se ainda que os termos latinos “uro” (queimar) e “aurum” (ouro) derivam desta mesma raiz. Desta maneira, o orichalcum poderia ser uma palavra composta de origem greco-hebraico: “cobre cor fogo”.
A ilha era montanhosa, mas possuía planícies centralizadas que eram conhecidas por seus solos férteis. Havia uma grande riqueza de árvores, os alimentos eram abundantes e havia enorme diversidade de animais. Essa grande quantidade de recursos permitia aos atlantes ter um império próspero. Outro destaque é o fato de que as cidades atlantes eram bem construídas e possuíam uma boa arquitetura.
Atlântida seria um paraíso. Não havia trabalho penoso, nem carestia. Essa civilização era marcada por um notável desenvolvimento científico e tecnológico, possuindo muitas riquezas naturais, um grande exército e uma população expressiva.
Tamanho exército só era possível porque a população atlante era muito grande. Esse enorme poderio militar causou um grande desejo por conquistas, poder e expansão em Atlântida.
O mito grego conta que a ilha de Atlântida foi tomada pela ganância e o desejo de poder, dando início a uma série de guerras imperialistas que a levou a partir para a conquista de inúmeros territórios. Os atlantes haviam conquistado as partes da Líbia dentro dos Pilares de Hércules, até o Egito, e o continente europeu até Tyrrhenia, e haviam submetido seu povo à escravidão. Os atenienses lideraram uma aliança de resistores contra o império atlante e, à medida que a aliança se desintegrou, prevaleceram sozinhos contra o império, libertando as terras ocupadas.
Uma dessas guerras teria sido contra Atenas, a resistência ateniense foi enorme, porque por onde os atlantes passavam, escravizavam os povos conquistados. Os atenienses, então, estavam lutando pela própria liberdade. Os gregos venceram essa guerra contra Atlântida e conseguiram também libertar as outras terras sob o domínio atlante.
O mito conta que após isso, Zeus, o deus supremo da cosmogonia grega, decidiu punir Atlântida. Ele teria se incomodado com a sede de poder dos atlantes e por isso se voltou contra a ilha. Como Athena era de acordo com a origem mitológica, a região das ilhas que foi dada em uma divisão entre os filhos de Zeus, Atena e Hefesto a decisão tomada por Zeus para punir Atlântida, foi abater Atlântida com um grandes terremotos, e maremotos e em um único dia e noite de infortúnio todos os seus homens guerreiros afundaram na terra, e a ilha de Atlântida da mesma maneira desapareceu nas profundezas do mar. Por essa razão, o mar nessas partes é intransitável e impenetrável.
Há quem diga que uma estranha luz hipnótica em meio a inundação foi erguida até o “Coração de Atlântida”, um poderoso cristal que pairando sobre a cidade e lhe serve como guardião. O cristal cria uma barreira de energia que protege o distrito central da cidade. É a verdadeira natureza do Coração de Atlântida: ele fornece aos habitantes poder e longevidade através dos pequenos cristais que as pessoas usam como colares os mantendo vivos dentro do oceano.
É apenas uma lenda, além dos textos de Platão e outros que se inspiraram nele, os historiadores consideram que Atlântida não existe nenhum tipo de vestígio ou fonte histórica realizada por Platão. Inúmeros estudos já foram realizados sobre a possível localização de Atlântida, mas como uma narrativa fictícia A historiografia trata Atlântida como um mito e a entende apenas como um paraíso perdido e da cidade ideal, na qual o próprio Platão projetou os seus ideais de uma civilização perfeita.
JUSTIFICATIVA DO ENREDO
A intenção da GRES Bangay é expandir a consciência sobre determinados lugares, mitos e histórias contadas em algum momento pela humanidade. Muitas das informações podem não encontrar embasamento científico ou contrariar teorias correntes. O conhecimento, ao longo da história, é constantemente atualizado, construído ou substituído quando há uma compreensão maior. Sendo assim, dentro do livre pensamento, criando uma versão carnavalizada na sua utilização de forma benéfica para a evolução coletiva,
Desde os diálogos de Timeu e Critias narrados por Platão, a cidade perdida de Atlântida tem despertado a Imaginação de Historiadores, poetas e caçadores de tesouros Apesar de muitos estudiosos argumentarem que o mito da Atlântida tenha sido inventado para retratar uma sociedade ideal, outros acreditam que o império realmente existiu.
De todos os lugares míticos que são apresentados nas histórias, lendas e contos de filósofos, exploradores antigos e até mesmo alguns curiosos recentes, a Atlântida é a mais famosa. Sua suposta civilização avançada, arquitetura e características povoam filmes, livros e conteúdos, alguns fantasiosos, outros bastante intrigantes.
Mas, com isso tudo vem a questão: A Atlântida realmente existiu? Se sim, com toda a tecnologia recente, por que ainda não foi descoberta?
A lição é que uma sociedade poderosa e evoluída, mas que se voltasse cada vez mais para si, seria inevitavelmente destruída pelas suas próprias ambições… Extraordinariamente rica, com mandatários de origem divina que dominavam um vasto império insular, a lendária cidade teria desaparecido no oceano, vítima de um cataclismo. Temos inúmeros exemplos ao longo da história que não precisamos citar aqui, inclusive com a própria cultura Grega.
Continuemos a explorar!

