Associação Recreativista Escola de Samba Vizinha Faladeira

A pioneira do samba!

Vem cantar, vem sorrir / Seja lá ou seja aqui / A Vizinha Faladeira / Está de novo aí

Vem Vizinha / É carnaval / Você é minha rainha / Vizinha / Vem, vem, vem, vem, vem / Vizinha / É carnaval / Você é minha rainha

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Fundação: 10/12/1932 (84 anos)

Cores: Azul, Vermelho e Branco

Símbolo(s): Sereia

Bairro: Santo Cristo

Sede: Rua Orestes, 13, Santo Cristo, Rio de Janeiro, RJ

Quadra: Rua Nabuco de Freitas, 19, Santo Cristo, Rio de Janeiro, RJ

Barracão: Rua da Gamboa, 345, Santo Cristo, Rio de Janeiro, RJ

Presidente: David dos Santos

Presidente de Honra: Marcus Vinícius

Vice-Presidentes: Carlos Rosa e Luiz

Escola Madrinha:

Bateria: Ritmo Pioneiro

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História: O A. R. E. S. Vizinha Faladeira é uma escola de samba da Zona Portuária da cidade do Rio de Janeiro.

A Associação Recreativista Escola de Samba Vizinha Faladeira foi fundada na década de 20 e registrada em 10 de dezembro de 1932 por David da Silva Neves “David da América”. O nome da escola surgiu como uma espécie de ironia a duas moradoras da Rua da América, a “Velha França” e a “Velha do Beco”, conhecidas e afamadas faladeiras da vida alheia. Com as cores azul e branco do Esporte Clube Providência, a Vizinha revolucionaria o carnaval da década de 30, com seu pioneirismo, inovação e desafio de proporcionar o novo, o irreverente e o moderno carnaval carioca.

A Vizinha Faladeira participou pela primeira vez dos desfiles oficiais em 1934, com o enredo Malandro Regenerado. A escola trouxe à frente da agremiação 12 luxuosas limusines, com pessoas bem-vestidas, formando a comissão de frente. Gambiarras iluminavam a avenida. Trouxe também a primeira Porta-Bandeira negra do carnaval, a popular “Roxinha”, fazendo par com o Mestre-Sala “Miúdo”. Apesar de delirantemente aplaudida, tirou a 4ª colocação.

Nesse ano houve dois desfiles: um, no dia 28 de janeiro, no Campo de Santana, do qual a Mangueira foi campeã e, outro, no dia de carnaval, patrocinado pelo jornal A Hora, cujo concurso se previu para se realizar no Stadium Brasil, localizado na Esplanada do Castelo. A escola campeã seria a que obtivesse mais aplausos do público (aclamação). Acontece que a Mangueira rebelou-se contra essa forma de julgamento, não havendo concurso.

Sempre apresentando inovações em seus desfiles a Vizinha Faladeira, foi a primeira escola de samba a criar a figura do carnavalesco, alterou a forma dos estandartes, transformando em bandeira, iluminou o desfile e introduziu o surdo de resposta na bateria.

Em 1937 a escola foi campeã do carnaval oficial da cidade carioca, tendo a sua co-irmã Portela em segundo lugar.

Em 1939, por requerimento da “Vai Como Pode” (atual Portela), alegando enredo de origem estrangeira, a Vizinha Faladeira foi desclassificada com um belíssimo desfile que teve como tema: Branca de Neve e os Sete Anões.

No ano seguinte, a Vizinha se apresentou com o primeiro samba de protesto das escolas de samba, que dizia que a escola estava indo embora, mas que um dia voltaria para ocupar o seu lugar no carnaval. Com o enredo O Carnaval para o Povo, a escola no desfile na Praça Onze se desviou dos jurados, passando por traz dos mesmos, com uma faixa com os dizeres “DEVIDO ÁS MARMELADAS, ADEUS CARNAVAL! UM DIA VOLTAREMOS!”

Cinquenta anos depois de enrolar a bandeira, no dia 06 de janeiro de 1989 foi convocada uma assembleia geral e a Vizinha Faladeira estava de volta, conforme prometera. E logo na sua volta, a escola foi campeã do Grupo de Avaliação em 1990 com o enredo Clara Nunes.

Esse resgate da escola contou com um grupo de pessoas ilustres e de boa vontade, agregando os trabalhadores do porto e os moradores dos bairros da Saúde, Santo Cristo, Morro do Pinto, Providência, além de pessoas da Zona Sul, que começam a descobrir a escola.

A Vizinha Faladeira foi campeã do Grupo C em 1992 com o enredo Quem é do Mar Não Enjoa e novamente campeã em 2004 do Grupo B com o enredo A Bela Adormecida.

A escola encarou uma fase descendente que culminou na sua desclassificação como escola de samba. Em 2013, foi rebaixada do Grupo D a categoria de Blocos de Enredo.

A escola não desfilou em 2014.

Retornou ao carnaval, sendo Bicampeão em 2015 do Grupo D, com o enredo Aqui Onde Nada Tinha, Quem a esse Porto Vinha, Dava de Cara com a Vizinha! Agora no Novo Porto, e em 2016 do Grupo C, com o enredo Assim Caminha a Humanidade.

Fontes: Reprodução do site da AESCRJ, Wikipédia, Samba Rio Carnaval e Samba na Intendente.

 

Fotos: Rodrigo Borges – Ritmo Carioca Jornal

Carnaval 2018

Grupo: Série B

Ordem de Desfile: 10ª Escola a desfilar na Terça-Feira de Carnaval, dia 13/02/2018, na Estrada Intendente Magalhães, Campinho/RJ

Enredo: “O MARQUÊS NUMA VIAGEM PIONEIRA, VÊ NASCER UM REI NA VIZINHA FALADEIRA!… PAULOS BARROS, O DNA DO CARNAVAL”

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Logo: Divulgada

Sinopse: Divulgada

https://sambanaintendente.blog/2017/05/06/confira-a-sinopse-do-enredo-da-vizinha-faladeira-o-marques-numa-viagem-pioneira-ve-nascer-um-rei-na-vizinha-faladeira-paulo-barros-o-dna-do-carnaval/

Carnavalesco: Jean Rodrigues

Diretores de Carnaval: China, Everaldo e Bianca

Diretor de Harmonia: Greg Tavares

1º Casal de MS e PB: Jorge Vinicius e Laís Lúcia

2º Casal de MS e PB: Maxi e Rafa

Coreógrafo da Comissão de Frente: Adílson Lourenço

Coordenador da Ala de Passistas: Maurício Lima da Cruz

Diretoras da Ala das Baianas: Cristina e Regina

Presidente da Velha Guarda: Paulo Careca

Presidente da Ala de Compositores: Ci

Diretor de Bateria: Mestre China Bitar

Diretores de Bateria: Vinícius, Coelho, Matheus, Bruno, Califórnia, Sidcley Fernandes, Luizinho, Gerson Martins, Danone, Bala, Dim Bomba, Edinho Mileipp, Paulinho Esteves e Édson Bola

Rainha de Bateria: Lu Fogaça

Musa: Miriam Duarte

Princesa: Heloísa Bittar

Diretor Musical: Léo Torres

Assessoria de Imprensa: Adriana Vieira e Alexandre Lourenço

Departamento Feminino: Paula Almeida

Departamento Social: Natália

Produção: Wagner

Autores do Samba-Enredo:

Intérpretes: Marcelinho da Vizinha e Anderson Bala

Samba-Enredo: